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Pandemia global: Oscar 2021 é adiado e muda todo o calendário do cinema

Roberto Sadovski

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Colunista do UOL

18/06/2020 04h05

A pandemia do coronavírus afetou profundamente a vida no planeta, da economia à política, da educação aos hábitos da população de cada país. A indústria do entretenimento foi igualmente afetada, e aos poucos ensaia um retorno à normalidade, ainda que as ações imediatas e os protocolos para tanto sejam uma incógnita. Os cinemas permanecem fechados, os serviços de streaming dispararam em popularidade e até os clássicos drive-ins voltaram à moda. A Academia de Hollywood demorou mas terminou por se mover.

A edição 2021 da cerimônia do Oscar, agendada para fevereiro, foi empurrada por dois meses, cravando uma nova data em 25 de abril. Com isso os produtores, tanto dos grandes estúdios quanto dos independentes, ganharam mais tempo para apresentar seus novos filmes, já que a data para classificar um longa ao prêmio também foi esticada. Em um cenário em que as produções encontram-se paralisadas, e os filmes em pós-produção eram lapidados remotamente por equipes que não interagiam, ter mais tempo é uma forma de equalizar as chances para aparecer na festa.

A coluna em vídeo da semana aborda a mudança da data e o impacto que o movimento pode ter na agenda de festivais de cinema ainda em 2020 e na carreira de filmes que dependem da visibilidade nestes mesmos festivais para capturar a atenção dos votantes do prêmio. A festa continua, mas ela inequivocamente não será mais a mesma.

Roberto Sadovski