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Wagner Moura: 'A crise desnudou a fragilidade de muitos líderes mundiais'

Roberto Sadovski

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Colunista do UOL

17/04/2020 09h39

A primeira coisa que Wagner Moura fez quando começamos nosso papo em plena quarentena foi brincar com a minha barba, que não vê tesoura há semanas. Mas logo se colocou na piada: "Também deixei pra lá, a gente não sai de casa mesmo!".

Seja em São Paulo, seja em Los Angeles, a realidade do isolamento imposto pela explosão global do coronavírus é uma só. Mas as engrenagens continuam em movimento. No caso de Wagner, o lançamento do drama biográfico "Sergio", que estreia hoje pela Netflix.

A chegada de "Sergio" em meio a uma pandemia mundial, por sinal, foi coincidência. Ainda assim, é providencial conhecer a jornada de um homem, um brasileiro, que tanto fez pelo mundo.

O trabalho de Sérgio Vieira de Mello com a ONU, em especial ao lidar com crises de refugiados, é o exemplo de abnegação e consciência social que espera-se, por exemplo, de líderes mundiais - predicado que a crise escancarou estar ausente em vários deles.

Wagner assume não só o papel de Sérgio Vieira, mas também assume a função de produtor, parte de seu projeto pessoal em iluminar personagens latinos que não reforcem estereótipos - o que inclui seu filme como diretor, "Marighella", que espera o fim da quarentena para ser mostrado ao mundo.

É sobre "Sergio", exemplos e empatia que eu conversei com Wagner no papo que você confere a seguir. Dois barbudos esperando que o isolamento termine para, ao menos, fazer a barba...

Roberto Sadovski