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Chico Barney


Bonner parece um robô imitando emoções humanas no "Jornal Nacional"

William Bonner se confunde no "Jornal Nacional" e pensa que está na sexta-feira - Reprodução/TV Globo
William Bonner se confunde no "Jornal Nacional" e pensa que está na sexta-feira Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

09/07/2018 18h06

William Bonner é um excelente apresentador. Não é por acaso que está há mais de 22 anos comandando o "Jornal Nacional", principal produto jornalístico da Globo. Estabeleceu parcerias de alto nível com Lilian Witte Fibe, Fátima Bernardes e Patrícia Poeta, até chegar ao atual momento com Renata Vasconcelos.

Mas cada tentativa de demonstrar algum tipo de informalidade termina em cenas de puro constrangimento. A modulação da voz e a postura corporal não combinam com esse tipo de interação com os colegas. Fica parecendo um robô imitando emoções humanas. Além disso, esses momentos costumam ser mera espuma --dificilmente há informação relevante ou conteúdo aproveitável.

Como naquela música do Lulu Santos, Bonner parece uma mola encolhida. Até tenta exercitar e alongar um lado mais cativante e jovial, mas o fato é que ele é o sucessor do Cid Moreira. É uma evolução do leitor de notícias com voz profunda, mas nada muito radical.

Inteligente que é, o apresentador entendeu faz tempo que era necessário deixar o "Jornal Nacional" menos quadrado. Para não perder o bonde da história, encheram o programa de distrações que não têm efeito prático nenhum. A caminhada pelo set, os ângulos esquisitos que lembram o "CQC" e os longos minutos dedicados ao bate-papo virtual sobre temperatura com a correspondente de outra cidade são exemplos dessa busca por mais leveza.

O problema é que Bonner destoa muito, pois faz tudo parecer uma dança mal ensaiada. Se a ideia é ter um jornal mais "conversado", urge chamar profissionais que consigam entregar isso com a indispensável naturalidade. A própria Maju Coutinho, além de apresentadores como Rodrigo Bocardi e Monalisa Perrone, mostram que a Globo já tem muita gente boa com esse perfil.

Se existe o desejo de modernizar a linguagem do "JN", até para deixá-lo mais parecido com o que já é feito no noticiário local e no "Bom Dia Brasil", não dá para forçar a natureza das coisas. Com tanto tempo de bons serviços prestados, que Bonner se dedique a uma atração que tenha mais o seu perfil. A leitura dos salmos da Bíblia com gírias de internet, talvez?

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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