Topo

Coluna

Chico Barney


Quem aguenta? Globo testa todos os limites com overdose de Tiago Leifert

Tiago Leifert no "Central da Copa" - Cesar Alves/Globo
Tiago Leifert no "Central da Copa" Imagem: Cesar Alves/Globo
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

04/07/2018 10h47

Pode não parecer, mas a Coluna Chico Barney é grande entusiasta do trabalho de Tiago Leifert. O apresentador constrói uma carreira deveras interessante, demonstrando ter versatilidade e jogo de cintura para comandar atrações de diferentes estilos com leveza e segurança.

Mas a Globo está forçando os próprios limites à exaustão, graças a uma sequência acachapante de Tiago Leifert em 2018. A intensa jornada começou, na verdade, em setembro do ano passado, com a estreia da sexta temporada do "The Voice Brasil". E não parou mais - e nem sinaliza para qualquer possibilidade de diminuir o ritmo.

Depois do bem-sucedido "BBB18", no ar de domingo a domingo durante meses a fio, “Tiaguera” emendou uma nova temporada do seu "Zero1", especializado em games na madrugada de sábado. Só parou quando teve início a "Central da Copa", programa exibido em todos os dias de jogos na Rússia.

No dia 15 de julho teremos o embate final para definir qual será a nova seleção campeã do mundo, provavelmente com o derradeiro episódio do programa de Leifert na sequência. Mas acha que vai ter descanso? Dois dias depois, em uma terça-feira, tem a estreia da sétima temporada de "The Voice Brasil".

E agora serão dois dias por semana, abrindo uma nova janela de exibição além da tradicional quinta-feira. Além disso, são fortes os indícios que apontam para um caminho ainda mais longo que os tradicionais 3 meses na grade da Globo.

A situação de Tiago Leifert é totalmente atípica para profissionais envolvidos em programas de temporada. Isso que ele ainda abriu mão do "The Voice Kids" para assumir o "Big Brother Brasil". Não tem nada de particularmente errado nisso - Faustão e Luciano Huck comandam diversos formatos diferentes ao longo do ano, mas fazem isso dentro de uma caixinha bem definida, com suas faixas de horário no fim de semana.

É mais moderna a solução de fazer programas independentes, em vez de juntar tudo em um “Domingão do Tiagão”, ou coisa que o valha. Mas fica a dúvida: por melhor apresentador que seja, será que não existem outros nomes capacitados para entrar no rodízio?

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

Chico Barney