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Chico Barney

Mal das pernas e sem Otaviano, Vídeo Show precisa mudar para não morrer

Reprodução/Globo
Otaviano Costa no Vídeo Show Imagem: Reprodução/Globo
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

13/06/2018 16h47

Foi em 2013 que a Globo resolveu recomeçar o "Vídeo Show" do zero, transformando o programa em plataforma para Zeca Camargo contar a história da emissora por intermédio de entrevistas e brincadeiras com homenageados diferentes todos os dias. O formato era um híbrido entre o que é hoje o “Tamanho Família” do Márcio Garcia e o “Adnight” do Marcelo Adnet.

Apesar da proposta interessante, a execução não chegou a ser boa e naufragou na audiência. Com isso, Camargo saiu de cena e deu espaço para que Otaviano Costa, na época repórter especial, assumisse o comando, retomando o esquema mais tradicional de bancada e notícias chapa-branca sobre os globais.

O auge dessa fase foi o bate-bola do novo apresentador com Mônica Iozzi. Apesar do pouco tempo em que dividiu a bancada com Costa, a atriz marcou época com suas observações ácidas e um cuidadoso improviso sobre o roteiro pré-estabelecido de cada episódio. Não tardou até a ex-CQC alçar um novo patamar na Globo, a ponto de pedir as contas e voltar a trabalhar na dramaturgia.

A essa altura do campeonato, Otaviano já era a cara do Vídeo Show e assim permaneceu até essa semana, quando foi anunciado que ele ganhará um programa solo na emissora. Carismático e experiente, não há dúvidas de que fará um excelente trabalho no desafio vindouro.

Mas o que fazer com o Vídeo Show? A atração encontra-se em uma importante encruzilhada. Ou se adapta de maneira mais corajosa aos novos tempos, ou continua sendo o grande problema da grade vespertina da Vênus Platinada (perdão pelo termo, mas já usei Globo vezes demais nesse texto).

Quase uma dezena de apresentadores já passaram pela bancada nos últimos anos - tirando Iozzi, é quase impossível diferenciar a performance de cada um. O Vídeo Show não tem ponto de vista. É lógico que as reportagens serão amistosas, mas é possível informar indo além da mera publicidade.

Apesar de conseguir falar com exclusividade com todos os artistas e também fazer cobertura intensa sobre os bastidores das produções, tudo parece genérico e banal demais. Urge notar que vivemos em um momento da sociedade brasileira onde é plenamente possível, graças ao advento do Instagram, acompanhar em primeira pessoa as férias de Juliana Paes em praias paradisíacas, bem como os preparativos para o casório de Ísis Valverde e a passagem de texto de Bruna Marquezine com Tatá Werneck.

Mais do que novos apresentadores ou quadros inéditos, o Vídeo Show precisa de personalidade. Ou corre o risco de lembrarmos desse período em futuros episódios do “Falha Nossa”.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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