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Chico Barney

Esperava-se muito mais de Gugu como apresentador do Power Couple

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Imagem: Instagram/Reprodução
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

07/06/2018 12h43

A Coluna Chico Barney é uma das maiores defensoras do "Power Couple Brasil" na mídia internacional. O misto de gincana com reality show de convivência entre casais está entre as atrações mais divertidas de nosso calendário anual. E a temporada atual melhorou o que já era bom, mas ainda apresenta algumas características problemáticas.

Listo nas mal redigidas linhas a seguir as 3 principais questões, em minha sempre humilde opinião.

Duração exagerada

Não há nada neste mundo que justifique a duração bizarra de um episódio do Power Couple. São cerca de duas horas para pouquíssimo conteúdo. Nos últimos dias, fomos bombardeados com longos debates sobre a rotina da cozinha na casa. Ultrapassou os limites do suportável. Certamente não é o tipo de entretenimento que estamos procurando.

A culpa provavelmente recai sobre os ombros da estratégia de grade da Record, que não vê vantagem em colocar um programa entre o reality e o Porchat, tampouco adiantar o talk show do humorista para mais cedo - alternativa que provavelmente atrapalharia ainda mais sua audiência.

Clima pesado

O elenco é interessante, mas não sobrou nenhum casal com o vigor e a alegria de figuras como os “kamikazes” Laura Keller e marido na primeira edição ou Marcelo Ié Ié e ex-esposa no ano passado. É todo mundo taciturno - o que não deixa de garantir momentos divertidos, mas bem menos empolgantes que outrora.

Apresentador engessado

Foi doloroso perceber que não é um programa do Gugu, mas simplesmente apresentado pela jóia da família Liberato. Apesar de evidentemente desenvolver o texto e a interação com os participantes de maneira muito mais malemolente do que seu antecessor, Gugu não tomou as rédeas do negócio e surge como mero intérprete.

A situação me lembra um pouco as locuções personalizadas do Waze: pode até ser divertido ouvir bordões do Silvio Luiz ou do Sid da Era do Gelo ali, mas no final das contas ainda é só alguém indicando que você precisa virar à esquerda para fazer o retorno. Esperava mais do Gugu.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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