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Chico Barney

Nova geração de Vingadores é criticada por militância política

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"Os Campeões": alvo de críticas em função de ativismo social Imagem: Reprodução
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

13/05/2018 15h38

O universo Marvel que pode ser usufruído pelos leitores brasileiros está em um momento bem diferente em relação ao que é mostrado nos filmes. O Falcão assumiu o manto de Capitão América, Thor agora é a ex-namorada do herói, Jane Foster e, bom, nem tente entender o angu que é a vida do Homem de Ferro por esses dias.

Os Vingadores estavam com uma equipe também renovada até pouco tempo atrás, mas seus jovens heróis preferiram cair fora para se ater a um tipo de luta mais ligado ao ativismo social. E aí nasceu o grupo Os Campeões, cujo primeiro grande feito foi libertar mulheres que estavam sendo vítimas de tráfico internacional em containers de Baltimore - no que espero que tenha sido uma referência à segunda temporada de The Wire (série de 2002 da HBO que é a preferida de luminares da sociedade como Barack Obama e eu).

Outra conquista foi o fato do nome do grupo ter virado trending topic na internet ao fim da primeira missão, depois de um emocionado discurso da fundadora do grupo, a garota de origem paquistanesa conhecida como Miss Marvel. Com um grupo bastante diverso em termos de representatividade e objetivos menos abstratos em suas batalhas, essa nova geração de Vingadores vem sendo ‘acusada’ de ser porta-voz dos “social justice warriors”.

SJW é um termo pejorativo que visa diminuir pessoas ou instituições que têm envolvimento com questões progressistas, como o feminismo, direitos humanos e movimento negro. Vivemos em um momento político tão esquisito que os heróis de gibis são criticados por fazerem o que fazem desde a primeira vez que o Superman ajudou uma velhinha a atravessar a rua, ainda nos anos 30.

A equipe é formada pelos seguintes personagens:

Miss Marvel - inspirada pela Capitã Marvel, a jovem Kamala Khan virou uma das personagens mais populares da editora. Existe uma expectativa para que ela estreie em breve nos cinemas.

Homem-Aranha - Miles Morales é um rapaz negro e hispânico, picado pela mesma aranha que deu poderes ao Peter Parker. Egresso de outra linha da Marvel, fez tanto sucesso que acabou classificado para o universo principal.

Nova - Sam Alexander foi baseado no falecido filho de Jeph Loeb, criador do personagem e atualmente o comandante das produções televisivas da Marvel.

Hulk - Amadeus Cho é um moleque irritante, de origem asiática e uma das pessoas mais inteligentes do mundo. Em vez de amargurado como Bruce Banner, Cho consegue controlar o poder gama e tira a maior onda com isso.

Viv - É a filha empoderada do Visão. E a origem dela é a maior loucura - vale ler o álbum “Visão - Pouco pior que um homem”, escrito por Tom King e lançado recentemente pela Panini.

Ciclope - É o imberbe Scott Summers vindo de um passado distante. Está tentando desfazer os malfeitos pela sua contraparte mais velha, que acabou pirando e atualmente encontra-se falecido.

O roteiro do veterano Mark Waid é ótimo e fácil de embarcar mesmo para quem é menos familiarizado aos trâmites dos gibis. A arte do Humberto Ramos é bastante adequada ao clima da proposta.

Já saíram 3 edições pela Panini, todas ainda disponíveis nas melhores bancas da sua cidade. Se me permite a sugestão, leia esse gibi.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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