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Chico Barney

"Vingadores: Guerra Infinita" traz as maiores picaretagens dos quadrinhos

Arte UOL
Capitão América, Homem de Ferro e Thor Imagem: Arte UOL
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

28/04/2018 04h00

Atenção: se você ainda não prestigiou "Vingadores: Guerra Infinita", o texto a seguir carrega alguns spoilers que podem arruinar sua experiência no cinema.

Não acredite em opiniões contrárias, mesmo que seja a sua própria: "Guerra Infinita" é o melhor filme baseado em quadrinhos já lançado. É uma catarse absurda, grandiosa e inverossímil. Ou seja, o puro suco dos gibis de super-heróis.

Para chegar a tanto, a Marvel foi corajosa. Fez o filme mais caro de todos os tempos correndo o risco de alienar o público 'civil', que não sustenta maiores afetos por histórias em quadrinhos e estava apenas passeando no shopping em busca de entretenimento rasteiro de qualidade.

Trata-se do produto mais ousado da Casa das Ideias. Pegaram todos os conceitos mais ridículos da editora e enfileiraram de maneira graciosa ao longo de 2 horas e meia de exibição. Tem personagem aparecendo no lugar certo sem explicação, tem interação forçada entre heróis, tem dramalhão sem nexo e vilão com motivação cretina. Ou seja, diversão garantida.

Reprodução
Thanos empunha a Manopla do Infinito com as Joias do Poder e do Espaço em "Vingadores: Guerra Infinita" Imagem: Reprodução

É provável que depois da emoção provocada pela escala da aventura, você comece a racionalizar algumas dessas questões apresentadas. E não tardará em enxergar os furos de roteiro. Não faça isso. Mantenha o cérebro desligado toda vez que lembrar dessa fascinante jornada.

Afinal de contas, as histórias em quadrinhos de super-heróis costumam ser sobre personagens que morrem e voltam à vida com alguma frequência. A morte é um efeito dramático dos mais manjados, que hoje nem causa tanto transtorno no inbox das editoras. De Superman a Punho de Ferro, todo cidadão fantasiado que se preze já descansou em paz durante uns meses.

A Marvel havia flertado com esse clichê ao trazer Loki e o Agente Coulson de volta, mas é no terceiro filme dos Vingadores que isso é elevado a uma nova potência. Quase todos os personagens surgidos depois da primeira fase empacotam, deixando apenas o grupo original para contar história no próximo filme.

Alguém realmente acha que Homem-Aranha e Pantera Negra, duas das mais rentáveis apostas da Disney para os próximos anos, permanecerão mortos depois de Vingadores 4? É evidente que não. A limpa realizada por Thanos será usada para dar mais tempo de tela a veteranos como Thor, Capitão América e Homem de Ferro, além do Hulk e da Viúva Negra - e, quem sabe, o retorno do Gavião Arqueiro.

A dúvida que permanece é se todo esse misancene é uma preparação de terreno para a aposentadoria de Chris Hemsworth, Chris Evans e Robert Downey Jr. Confesso que ainda torço para que os boatos sobre o fim de seus contratos sejam apenas golpe de marketing e novas trilogias solo de seus personagens serão produzidas em breve.

Outra questão importante é aguardar para ver o impacto da ousadia da Marvel nas bilheterias. As críticas a respeito do filme estão mornas, o que talvez ajude a deixar as próximas investidas um pouco menos faraônicas.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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