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Chico Barney

Música e política: Ronaldinho Gaúcho vai escolher Safadão ou Bolsonaro?

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Imagem: Divulgação
Chico Barney

Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

28/12/2017 13h26

O colunista Lauro Jardim, de O Globo, afirmou há alguns dias que estaria tudo certo para Ronaldinho Gaúcho disputar uma vaga no senado por Minas Gerais, tendo como principal apoiador Jair Bolsonaro e ainda como suplente o ex-jogador Somália.

Além de toda a problemática de ver mais um ídolo do futebol envolvido com essa história de política partidária, ainda mais sob a égide de Bolsonaro, ainda corremos um risco terrível: a música brasileira perderia uma de suas maiores promessas.

Ronaldinho Gaúcho vem fazendo esforços pontuais há alguns anos como cantor de ritmos populares, quase sempre ligados às festinhas que ele tanto prezou ao longo da carreira como jogador.

Com o intuito de desencorajar a investida do craque em Brasília, a Coluna Chico Barney apresenta a seguir alguns dos hits que todo mundo deveria conhecer.

Dennis DJ - Vamos Beber (feat. João Lucas & Marcelo e Ronaldinho Gaúcho)

Dennis foi um pioneiro ao unir o sertanejo com eletrônica, criando um híbrido perigoso e envolvente chamado funknejo. É a música pop legitimamente nacional, celebrando uma época de vacas gordas que já não existe mais. Ronaldinho surge como um rapper ostentação no clipe que mostra a pior festinha de todos os tempos: 4 sujeitos dançando sozinhos em uma mansão enorme.

Wesley Safadão e Ronaldinho Gaúcho - Tô Solteiro de Novo

A única música realmente boa do Safadão depois da saída da banda Garota Safada. É muito interessante ver dois senhores com quase 40 anos cantando uma letra que poderia ser o plot para uma sequência de American Pie protagonizada pelo Stifler.

Dennis DJ - Professor da Malandragem (feat. Wesley Safadão e Ronaldinho Gaúcho)

O irmão mais novo do Assis acabou se tornando um colaborador frequente de dois mitos da nossa cultura, Dennis DJ e Wesley Safadão. Infelizmente essa música é um dos maiores flops da carreira de todos os envolvidos, ficando atrás apenas da Copa de 2006. Curioso ver a egotrip do disc-jóquei, que contratou anões para usarem máscaras com seu rosto e também passou a entoar raps terríveis no começo das canções.

Ficamos na expectativa de mais sucessos radiofônicos e menos promessas de campanha para 2018.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.
 

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