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"Progresso do rap me lembra o congresso. Pouco preto", diz Slim em single

Capa do single "Arte do Gueto"  - Divulgação
Capa do single "Arte do Gueto" Imagem: Divulgação
Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

17/11/2017 12h55

Nesta sexta-feira (17), o rapper e produtor Slim Rimografia lança a “Arte do Gueto” (ouça aqui). A faixa é  o terceiro single do projeto #SinGo, uma ação musical que já integra as músicas “Primeira do Dia” e Burla”.

Com trechos como “O progresso do rap me lembra o congresso. Pouco preto!”, a música chega no mês da Consciência Negra como uma reflexão sobre o atual cenário do rap.

“Quando comecei não tínhamos uma visão de ganhar dinheiro, fazíamos por amor e diversão. Hoje, o cenário mudou, o gênero é um dos mais tocados no mundo, é uma música de preto e a grande maioria não consegue sobreviver desta arte. A música é uma reflexão sobre apropriação nas artes em geral, o gueto produz, mas o ‘din din’ não volta pro gueto”, explica o rapper, que participou do "BBB14".

Em “Arte do Gueto”, Slim cria uma conexão entre o novo e o velho. Ele fez uso de quatro vozes diferentes e uma delas remete ao primeiro disco do artista, “Financeiramente Pobre”.