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"Dá pra pagar o almoço e o jantar", diz Sander Mecca sobre cantar no metrô

Adriana de Barros

Colunista de Música do UOL, onde atuou 20 anos na área de Entretenimento, com coordenação de coberturas em grandes festivais e do Carnaval. É curadora do edital 2020 Natura Musical e integrou o Superjúri 2019 do Prêmio Multishow. Eleita uma das cinco melhores jornalistas musicais do Brasil pelo WME Awards by Music2. Apresentadora do podcast Fala Zé na rádio Energia 97 ao lado de Zé Antônio Constantino e Hélio Cosmo Leite.

06/07/2017 09h42

Um dia após ter sido filmado cantando no metrô de São Paulo, o cantor Sander Mecca esteve no UOL e contou sobre a nova fase da vida. A conversa foi no mesmo local onde, no início dos anos 2000, Sander batia cartão com a então banda Twister, conversando com os milhares de fãs que lotavam as salas de bate-papo virtual.

Enquanto caminhava até o estúdio onde seria feita a entrevista, o músico relembrou quando meninas fanáticas lotavam a entrada do prédio em busca de uma palavrinha com os donos do hit "40 graus". Nada disso, no entanto, parece fazer falta na vida da Sander Mecca. Embora reconheça a importância da fase meteórica, o ex-ídolo teen, hoje aos 34 anos, está em outra.

Sua ideia agora é estar "próximo à arte", seja no palco, no estúdio ou no metrô passando o chapéu, de onde diz tirar seu sustento. "Consigo pagar meu almoço, meu jantar e ainda sobra. Em duas horas de vagão, faço uma grana digna, mais do que em uma hora de aula como professor", conta o artista.

Até o fim do ano, Sander pretende lançar um CD, que já tem três músicas disponíveis nas plataformas digitais, todas produzidas por Gabriel Povoas, filho de Daniela Mercury. Uma delas é "O Dia de São Nunca", dueto com Zeca Baleiro.

"Conheci o Sander por meio de Léo Nogueira, poeta parceiro, que me chamou pra participar do disco dele. Fiquei impressionado com o vigor vocal do cara. Ele é um baita cantor. Canta com muita alma e é muito intenso. E é gente finíssima também. Espero que o disco faça justiça ao talento dele", diz Baleiro.

É a arte também que o mantém firme em contato consigo mesmo, longe das drogas. Em 2005, o cantor foi preso por porte de drogas e ficou quase dois anos atrás das grades indiciado por tráfico. Toda essa história foi narrada no livro "Inferno Amarelo", que escreveu na cadeia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL