UOL Entretenimento 29º Bienal de Arte
 
01/12/2010 - 15h00

29ª Bienal de São Paulo termina dia 12; veja dez obras imperdíveis

MARIO GIOIA
Colaboração para o UOL

Em uma exposição com 159 artistas, chega até a ser injusto elencar 10 nomes como chaves da 29ª Bienal de São Paulo, que termina no próximo dia 12. No entanto, com o reduzido tempo que muitos visitantes dedicarão para percorrer o Pavilhão de autoria de Oscar Niemeyer, o UOL preparou uma lista de imperdíveis no evento. Veja abaixo:

10 OBRAS PARA VER NA 29ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE SP

Albano Afonso - "O Jardim, Faço Nele a Volta ao Infinito - Parte 1"
A sala do artista paulistano de 46 anos consolida uma de suas melhores fases e desdobra questões poéticas de sua obra. Estreante na Bienal, Afonso cria um ambiente sensorial, formado por luzes, projeções, fotografias, sombras e formas, promovendo uma atmosfera instigante e sedutora.

Localização da obra: 1º andar do pavilhão

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::Veja mapa da Bienal::
Anna Maria Maiolino - "Piccolo Mondo", "Por Um Fio", "Arroz e Feijão" e "Solitário ou Paciência"
Nascida na Itália em 1942, a artista radicada em São Paulo tem na Bienal um de seus pontos altos do ano, já que protagoniza grande retrospectiva na Fundação Tàpies, em Barcelona, até 16 de janeiro. Com quatro obras, Maiolino pode dizer que é um dos 'guias' da curadoria proposta nesta edição, em especial na obra "Piccolo Mondo" -- tão próxima do tema da Bienal, arte e política. A abordagem experimental da obra de Maiolino, política sem ser panfletária, conduz boa parte da exposição. E a instalação "Arroz e Feijão" (foto) ainda é bastante pungente.

Localização da obra: 1º e 2º andares do pavilhão

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Anri Sala - "Le Clash"
Um dos grandes nomes da cena contemporânea de artes exibe vídeo que toca fundo a memória recente. Em uma narrativa que mescla uma antiga casa de shows punk abandonada em Bordeaux, um realejo e o hit "Should I Stay or Should I Go", da banda de rock Clash, em versão bastante contrastante à original, o vídeo do artista albanês atesta a força da linguagem dentro da mostra.

Localização da obra: 2º andar do pavilhão

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David Claerbout - "As Seções de um Momento Feliz de Argel" e "Alvorada"
O vídeo "As Seções de um Momento Feliz de Argel" certamente é um dos sucessos de público da Bienal. Com quase 40 minutos, o artista belga trabalha como poucos o fotográfico, extraindo de fotogramas aparentemente banais de gaivotas e de moradores em lazer em uma quadra de Argel uma narrativa que pode ser recontada de diversas maneiras por cada espectador. "Alvorada" ostenta um tom político mais forte, e não menos tocante, ao retratar em vídeo a rotina silenciosa e invisível de uma empregada doméstica.

Localização da obra: 1º andar do pavilhão

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Francis Alÿs - "Tornado"
Outro dos nomes mais celebrados da 29ª Bienal, o artista belga radicado no México mostra o desnorteador vídeo "Tornado", no qual registra a sua busca por tais fenômenos durante dez anos no deserto mexicano. Sem poupar riscos no 'confronto' com os próprios tornados, Alÿs diz muito sobre a procura do desconhecido na arte. O recente livro "Numa Dada Situação" (ed. Cosac Naify), que registra o processo de "Tornado", complementa o vídeo e traz mais discussões políticas para o trabalho.

Localização da obra: 3º andar do pavilhão

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Jean-Luc Godard - "Je Vous Salue, Sarajevo"
O curta "Je Vous Salue, Sarajevo" é outro dos nortes da curadoria desta Bienal, em especial por sua famosa frase: "A cultura é a regra, a arte é a exceção", narrada por um dos mais importantes nomes da história do cinema. Godard utiliza apenas uma imagem do conflito nos Bálcãs, mas a união de tal registro com seu forte discurso faz do trabalho um dos pontos altos da 29ª Bienal.

Localização da obra: 1º andar do pavilhão

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Nan Goldin - "Balada da Dependência Sexual"
O slideshow "Balada da Dependência Sexual", que compila registros fotográficos da artista, produzidos entre 1979 e 2004, é outro dos pontos de grande atração da mostra. A contínua exibição do círculo íntimo de amigos de Goldin, boa parte já vitimada pela Aids, dá um tom trágico à utopia de uma vida livre.

Localização da obra: 3º andar do pavilhão

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::Veja mapa da Bienal::

Rodrigo Andrade - "Matéria Noturna"
A nova série do artista paulistano, "Matéria Noturna", mesmo exposta em um local de intensa circulação, conseguiu despertar o interesse do público e, em especial, de quem gosta de pintura contemporânea. Egresso da geração 80, Andrade guarda pontos de contato com artistas mais jovens e produz telas figurativas de grande impacto, lidando com os contrastes entre o claro e o escuro, o definitivo e o passageiro, as cores e as formas.

Localização da obra: 1º andar do pavilhão

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Steve McQueen - "Estático"
A videoinstalação de nome decisivo na cena atual de artes tem um foco bastante utilizado, a Estátua da Liberdade. O monumento, contudo, é convertido no centro de uma narrativa vertiginosa. Em uma mistura de planos ruidosos e silenciosos, de contornos mais definidos ou borrados, "Estático" é uma obra audiovisual memorável, outro acerto do artista britânico.

Localização da obra: 3º andar do pavilhão

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Tatiana Blass - "Metade da Fala no Chão - Piano Surdo"
A jovem paulistana representa uma geração que tem se estabelecido no circuito, inclusive internacional. Em sua corajosa performance no dia de abertura da Bienal, enquanto o pianista tentava dedilhar os teclados do piano, que recebiam litros de parafina, pouco a pouco se solidificando e impedindo o concerto, dezenas de pessoas se comprimiam para ver a ação. Ao final, com as palmas, a 29ª Bienal parecia começar a decolar (assista em vídeo).

Localização da obra: 1º andar do pavilhão

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29ª BIENAL DE SÃO PAULO
Quando:
sáb., 25/9, às 10h (público); de seg. a qua., das 9h às 19h (entrada até as 18h); qui. e sex., das 9h às 22h (entrada até as 21h); sáb. e dom., das 9h às 19h (entrada até as 18h); até 12/12
Onde: Pavilhão da Bienal (parque Ibirapuera, portão 3, tel. 0/xx/11/5576-7600)
Quanto: entrada franca
Mais informações: www.29bienal.org.br
 

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