Siga em tempo real o anúncio dos vencedores do 89º prêmio da Academia, com comentários do jornalista Roberto Sadovski
Warren Beatty leu o envelope errado, e anunciou La La Land como melhor filme. Grande erro! O melhor filme do ano é Moonlight, de Barry Jenkins! Mais drama para encerrar o Oscar 2017, mas um prêmio merecido para um filme que, embora supervalorizado, representa o momento em que o Oscar toma uma posição firme sobre o mundo ao redor. La La Land é um filme belíssimo, merecedor de seus seis Oscar, e divide as honras com Moonlight. Mas, na real, este final foi bizarro, cmo Beatty sem saber como se desculpar ou o que dizer. Tiruo o brilho do momento de emoção que é ter seu nome anunciado como o melhor? Certeza. No fim, oprém, é uma celebração de filmes. E o melhor que o cinema produzui ano passado estava representado.
Mistério....
A minha favorita desde sempre era Isabelle Hupert, por Elle. De arrepiar. Mas Emma Stone fez um trabalho tão bonito, tão delicado, tão empático, que é impossível ignorar. Emma é jovem, tem uma carreira jovem e o Oscar solidifica todo seu esforço para, cada vez mais, arriscar em filmes diversos. É um Oscar justo.
O tempo em premiações como o Oscar é essencial. Por muito tempo, Casey Affleck foi o favorito. Nas últimas semanas, Denzel Washington parecia que ia ganhar seu terceiro Oscar. O prêmio no Sindicato dos Atores parecia solidificar isso. Chega a festa, e Casey ganha. Merecidíssimo, por Manchester à Beira Mar. Um filme difícil, que funciona principalmente por sua atuação poderosíssima.
Merecedíssimo Oscar para Chazelle, 32 anos. La La Land traz uma visão claríssima do filme que quer ser, dos temas que busca abordar e das emoções que ele desperta. Isso é mérito do diretor, que mantém toda engrenagem em movimento. Grande filme, agora resta ver se o melhor filme também será La La Land.
... vai para Moonlight, que traz um texto simples porém extremamente empático. É uma história importante e um filme que, de fato, precisa ser visto, ser conhecido. Fala sobre sexualidade, sobre racismo, sobre o abismo social que também assola os Estados Unidos. Mas, principalmente, é sobre descobrir quem nós somos.