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02/11/2009 - 19h23

Brasil tem 3 documentários em mostra de cinema em Coimbra

Coimbra, 2 nov (Lusa) - O documentário "Futebol de Causas", que tem como protagonista o ex-dirigente da equipe Académica Briosa e atual ministro português da Justiça, Alberto Martins, abre nesta sexta-feira, em Coimbra, a Mostralíngua - 3ª Mostra Internacional de Cinema em Língua Portuguesa.

O Brasil é representado por três documentários na mostra competitiva: "O estranho mundo de Von Victor", de Carol Tomé, "Se todos fossem iguais", de Joyce Almeida e Fernando B., e "Luto como Mãe", de Luis Carlos Nascimento.

Já fora de concurso o país tem como representante "Acácio", de Marília Rocha.

O festival de curtas-metragens, que nesta edição foca na cinematografia de Moçambique, exibe na sessão de abertura o documentário de Ricardo Martins, onde se apresenta uma visão inédita da Académica Briosa, com base nas crises que ocorreram na equipe e no papel desempenhado pelos jogadores do time.

Os atores da produção são seus protagonistas históricos, dentro e fora de campo, com destaque para Alberto Martins, presidente da Associação Acadêmica de Coimbra em 1969 (cuja intervenção em uma sessão pública originou a "Crise Acadêmica de 69") e atual ministro; Celso Cruzeiro, dirigente associativo; ou os jogadores Mário Wilson, José Belo e os irmãos Mário e Vítor Campos.

Entre sexta-feira à noite e domingo, 35 curtas-metragens cinematográficas serão exibidos no Teatro da Cerca de S. Bernardo, sendo 30 deles na mostra competitiva, entre documentários, ficção e animação. Além de Brasil e Portugal, também há material de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique no evento.

Portugal é o país com mais representação, com 22 obras, sendo dez na sessão competitiva de animação, onde este ano não foi registrada participação de outras nações de língua portuguesa.

De Moçambique, país em destaque nesta edição, são apresentadas quatro obras: a de ficção "A Janela", de Sol de Carvalho, e os documentários "Hóspedes da Noite", de Licínio de Azevedo; e "Sonhos Guardados" e "Trilogia das Novas Famílias", ambos de Isabel Noronha.

"Na Cidade Vazia", de Maria João Ganga (Angola), fora de competição, e "Fala di Mindjeris", uma produção documental Guiné/Portugal de autoria de Sandra Oliveira, em concurso, são outras obras de países africanos lusófonos.

Concorrem na mostra várias obras de autores portugueses já com alguma carreira no cinema, como Jorge Silva Melo (com a ficção "A Felicidade"), Cláudia Clemente (documentário "&ETC", sobre a editora portuguesa homônima), Margarida Leitão (documentário "Matar o Tempo") e Diana Andringa (documentário "Dundo - Memória Colonial"). Na 3ª Mostralíngua concorrem também obras já premiadas em outros festivais, entre elas "Cândido", de Zêpe, uma animação premiada no IndieLisboa 08, e João Nicolau, que venceu com "Canção de Amor e Saúde" como melhor filme da competição nacional na edição deste ano do Curtas de Vila do Conde.

No festival estarão presentes os cineastas Diana Andringa, Ricardo Martins e Jorge Pelicano, este último para assistir à exibição, fora de competição, do documentário "Pare.Escute.Olhe.", vencedor da edição deste ano do festival Doclisboa.

A diretora do festival, Tathiani Sacilotto, disse à Agência Lusa que a atual edição "é a mais equilibrada", aquela que mais se aproxima da ideia de uma mostra da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e onde se registra uma crescente aposta das produtoras em apresentarem filmes em competição.

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