19/10/2009 - 15h20
Dançarinos brasileiros vão se apresentar em Cabo Verde
Fortaleza, 19 out (Lusa) - Várias companhias de dança vão se deslocar a Cabo Verde entre 24 e 28 de novembro, no âmbito da 7ª Bienal Internacional de Dança do Ceará, que promove a viagem dos artistas ao arquipélago africano.
"O interessante nesse processo é que todas as partes entenderam ser esse um projeto importante a inaugurar uma nova oportunidade de intercâmbio entre países tão próximos, e que apesar do contexto lusófono não tinham um diálogo tão intenso no âmbito cultural", afirmou à Agência Lusa o diretor artístico e curador da Bienal brasileira, Ernesto Gadelha.
No caso de Cabo Verde, acrescentou, "houve uma conjunção de fatores que gerou a sinergia necessária para a realização da Bienal de Dança naquele país".
"A Bienal Conexão Cabo Verde é apenas o início. Esperamos avançar para outros países de língua portuguesa", assinalou David Linhares, presidente da Indústria da Dança, responsável pela proposta, que contou com apoio dos ministérios brasileiros das Relações Exteriores e da Cultura.
Além disso, o empresário afirmou que o projeto sul-sul é uma ideia antiga da Bienal, numa tentativa de criar relações entre a América do Sul e a África, "sem a obrigatoriedade de passar pelos países do Norte".
Gadelha acrescentou que "frequentemente as relações com os países africanos têm sido intermediadas pela Europa, mas agora está a ser estabelecido um diálogo direto com os países lusófonos, algo que poderia ter ocorrido há mais tempo".
Realizada nos moldes da edição brasileira, a visita a Cabo Verde inclui apresentações de danças, cursos, mesas de debates, informação em vídeo e vídeo-dança.
"Estamos levando [para Cabo Verde] companhias brasileiras do Ceará, São Paulo e Minas Gerais e, possivelmente, o Ballet de Lorraine, da França", antecipou Linhares, que também é diretor geral e curador da Bienal.
No Ceará, a 7ª Bienal de Dança acontece desde 12 deste mês e termina em 26 de outubro, com atividades na capital cearense, Fortaleza, e também em cidades como Sobral e Juazeiro do Norte, no interior do Estado.
O evento reúne cerca de 200 bailarinos e coreógrafos de 43 companhias de oito países da América do Sul, Europa e África, para apresentações, oficinas e debates, e é apresentado pela estatal petrolífera Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do governo federal, com o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil e da Fundação Nacional de Artes.