05/10/2009 - 11h02
Museus de Lisboa exibem peças da fadista Amália Rodrigues
Lisboa, 5 out (Lusa) - Uma exposição que pretende repensar a fadista Amália Rodrigues (1920-1999) como símbolo da cultura portuguesa, com mais de 500 peças, entre objetos pessoais e obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na fadista, é inaugurada nesta segunda-feira em dois museus de Lisboa.
A mostra, intitulada "Amália, Coração Independente", divide-se simultaneamente entre o Museu de Eletricidade e o Museu Coleção Berardo, ambos na zona de Belém, no âmbito dos dez anos da morte da autora do célebre fado "Estranha forma de Vida".
A iniciativa é da Fundação Amália Rodrigues em co-produção com o Museu Berardo e a Fundação EDP - Museu da Eletricidade, também em parceria com o Museu Nacional do Teatro e a editora discográfica Valentim de Carvalho.
São dezenas de fotografias, cartazes, filmes, vídeos, vestidos, jóias, pinturas, recortes de jornais que retratam o universo de Amália Rodrigues "numa perspectiva viva e contemporânea", segundo o coordenador do projeto, Jean-François Chougnet, diretor do Museu Berardo.
O núcleo expositivo no Museu da Eletricidade irá mostrar parte do acervo da Fundação Amália, reunindo, entre outros, alguns exemplares do guarda-roupa, joias e revistas da "rainha do fado", que durante a carreira artística ganhou estatuto em vários repertórios.
Uma outra abordagem temática baseia-se na recriação de certos aspectos da personalidade de Amália Rodrigues ligados ao "glamour" e ao "mito", na visão de artistas contemporâneos, como Joana Vasconcelos, Ana Rito, Adriana Molder, Leonel Moura e Francesco Vezzoli.
"Amália, Coração Independente" é hoje inaugurada primeiro no Museu da Eletricidade, às 17h30 locais, e a seguir no Museu Colecção Berardo, às 19h30, onde estará disponível ao público entre esta terça-feira - dia em que se cumprem dez anos do falecimento - e 31 de janeiro de 2010.