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30/11/2005 - 09h14
Portugueses lembram os 70 anos da morte de Fernando Pessoa

Lisboa, 30 nov (EFE).- Os 70 anos da morte de Fernando Pessoa, o mais representativo dos poetas portugueses do século passado, serão lembrados em Lisboa com leituras de poemas, um debate sobre sua trajetória e uma exposição de pintores cubanos, entre outros atos.

A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, onde o escritor viveu os últimos 15 anos de suas vida, será palco do lançamento do projeto "Wordsong Pessoa", um livro, CD e DVD que abordam de forma inédita a obra do genial poeta e que serão comercializados a partir de fevereiro de 2006.

A vida e obra de Fernando Antonio Nogueira Pessoa (Lisboa, 1888-1935) será lembrada com a apresentação dessa iniciativa, que reúne 14 poemas com música de Alexandre Cortez, Pedro D'Orey, Nuno Grácio e Filipe Valentim, além de contar com um vídeo de Rita Sá.

A Casa Fernando Pessoa, em colaboração com o Teatro Municipal São Luiz, também organizou uma leitura de poemas do autor por escritores, artistas e personalidades portuguesas de diferentes campos em seu Jardim de Inverno.

Após as leituras, haverá um debate com o tema "Fernando Pessoa e o futuro da Literatura", de que participarão, entre outros, José Afonso Furtado, Richard Zenith, Manuel Parreira da Silva e Fernando Cabral Martins.

Além disso, uma Galeria de Lisboa inaugurará hoje a exposição "Mar português", em homenagem ao poeta, com a apresentação de um conjunto de obras de pintores cubanos.

Fernando Pessoa, que usou os heterônimos Bernardo Soares, Chevalier de Pas, Alexander Search, Alberto Caeiro e Alvaro de Campos para assinar suas obras, nasceu em Lisboa em 13 de junho de 1888. O poeta viveu na África do Sul de 1896 a 1905, quando voltou a Lisboa, onde em 1915 começou a publicar seus poemas com estilo modernista, tanto em inglês como em português.

Em vida, Pessoa só teve um livro de poemas publicado, "Mensagem" (1934), e sua obra mais popular, "O livro do desassossego", um romance inacabado e escrito em forma de diário, só foi editada anos após sua morte, em 30 de novembro de 1935.

Pessoa tinha 47 anos quando morreu de cirrose hepática e hoje seus restos repousam sob um monólito de mármore no claustro do Monastério dos Jerônimos, o mais emblemático monumento português, perto dos poetas Luiz Vaz de Camões e Alexandre Herculano.

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