O furto dos quadros "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, e "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari do Masp na madrugada desta quinta-feira em São Paulo se soma à grande lista de furtos de objetos de arte no Brasil e no mundo nos últimos anos.
O museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro foi alvo de furto de obras de arte em duas ocasiões em 2006. As obras "Os Dois Balcões", de Salvador Dalí, "A Dança", de Pablo Picasso, "Marine", de Claude Monet e "Jardim de Luxemburgo", de Henri Matisse foram roubadas por quatro homens armados que invadiram o prédio e renderam os seguranças. Na ocasião, os bandidos levaram também uma edição de "Toros", livro de gravuras de Picasso.
Menos de 15 dias depois, o museu voltou a ser alvo de furto. Desta vez, os ladrões levaram diversos objetos históricos.
Em maio de 1989, nove quadros de Cândido Portinari avaliados em cerca de US$ 40 milhões foram levados também do Museu da Chácara do Céu. As obras foram recuperadas 14 dias depois pela polícia carioca.
Mesmo quando recuperadas, algumas obras sofrem severos danos quando roubadas. É o caso das telas "O Grito" e "Madonna" do pintor expressionista Edvard Munch que foram roubadas em agosto de 2004 do Museu Munch, em Oslo e encontradas dois anos mais tarde, em 2006. Quando recuperada, a obra "O Grito" havia sofrido danos irreparáveis, segundo relatório de especialistas.
Em outubro deste ano a polícia inglesa recuperou o quadro "Virgem do Fuso", de Leonardo Da Vinci, roubado em agosto de 2003 na de um castelo Escócia.
Em 2005, a polícia dinamarquesa recuperou um auto-retrato do pintor holandês Rembrandt que havia sido roubado em 2000, numa ação ousada no Museu Nacional da Suécia. O quadro havia sido roubado com outras duas obras de Renoir. Uma delas, "Conversação", foi recuperada em 2001 pela polícia sueca.
As telas "Vista do Mar em Scheveningen" e "Congregação Deixando a Igreja Reformada de Nuenen", do holandês Vincent Van Gogh, avaliadas em US$ 30 milhões foram roubadas do museu dedicado ao artista em Amsterdã em 2002. Segundo dados da divisão de crimes contra a arte do FBI, a justiça holandesa prendeu e condenou dois homens pelo furto em 2003, mas as obras não foram recuperadas.
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