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26/10/2007 - 19h34

Bate-papo UOL: "Gilberto Gil foi devorado para benefício do governo Lula e ainda não percebeu", diz José Mayer

da Redação
O ator, galã e ex-professor José Mayer participou pela primeira vez do Bate-papo com Convidados UOL nesta sexta-feira (26).

Além de falar sobre sua carreira, sucesso entre as mulheres e comentar a montagem de "Um Boêmio no Céu", em cartaz em São Paulo, o ex-brizolista afirmou: "Admiro Gilberto Gil como artista, mas a política cultural desse governo é preguiçosa. Gil foi engolido, devorado para benefício do governo Lula e ainda não percebeu."

Bastante calmo, crítico e nada lacônico, o ator reclamou da falta de auto-estima nacional, comentou que tem dificuldade para se dividir em dois -seja para dar conta de duas mulheres, seja para trabalhar em teatro e televisão simultâneamente-, e disse que apesar de ser mais difícil trabalhar nos palcos são as novelas que realmente cansam, "quebramos marcas olímpicas para colocar aquilo no ar."

Conversando com os internautas por intermédio do jornalista Marcelo Tas, Mayer reveleou ainda que se considera um pouco canastrão, que se considera um homem de beleza comum e que não faz nada além de tentar manter sua integridade e confiabilidade.

Para matar a curiosidade do público que insistia em saber como é contracenar com tantas mulheres belas, por tanto tempo, brincou: "Esses homens são invejosos mesmo... Mas é o seguinte, mulher é um esporte brasileiro e eu faço o que me pedem."



Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 1078 internautas.

(05:22:40) José Mayer: Sobre a peça "Um Boêmio no Céu", o autor Catulo é um grande artilheiro, já ganharia o jogo sozinho, mas este grande garimpo que acabei fazendo merecia um elenco excelente. Os deuses do teatro às vezes nos premiam ao acaso ou por acaso. A Verinha viajava fazendo uma turnê em Porto Alegre e ao entrar em um sebo em Porto Alegre viu este livro do Catulo. E me trouxe, eu fiquei pasmo com aquela publicação de 1966. Era a oitava edição com um prefácio do Procópio Ferreira com qualidade quase idêntica ao texto. Embora publicado em 1945 ninguém o fez, foram oito tentativas de mostrar aquele belíssimo texto até 1966. Foi a única vez em que Catulo se colocou no palco e disse como ele pensa, mas ficou no esquecimento. Existe uma vontade de remendar o estrangeiro. Temos um vocação que nos diminui. O Nelson Rodrigues já disse isso antes.

(05:25:37) Marcelo Tas: Peça "Um boêmio no céu" é sobre o encontro no céu de um boêmio com São Pedro e Santo Onofre, observados por um anjo. O que eles conversam?
(05:26:53) José Mayer: Com esta sinópse e esta idéia mãe a vida daquele homem que é passada a limpo e ali é feita a confrontação do porteiro do céu interrogando aquela alma levemente bêbada, irreverente e destranbelhada. Uma vida profana cheia de cachaça e mulheres e São Pedro começa a gostar daquela figura e a fletar, aí vemos que o Catulo dobra até o Santo. O elenco tem Antônio Pedro, Aramis Trindade e Kátia Brito. Nós temos um jovem instrumentista negro tocando um clarinete, além de outras coisas, esta mistura combina com o universo do Catulo, com esta matiz da alma brasileira. Ele exaltava a beleza nacional, o que tem feito falta.

(05:23:14) Adriana/UOL:

José Mayer fala sobre peça "Um Boêmio no Céu" (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:28:33) Marcelo Tas: Para atuar na peça você recusou papel na novela Duas Caras? Valeu o sacrifício? O autor da novela não se sentiu preterido?
(05:31:19) José Mayer: O autores são parecidos com pintores, têm uma fase de esboço, são estudos quando estão ensaiando o que pode vir a ser o quadro. Quando têm esta efervecência eles visualizam intérpretes possíveis para interpretar a sua visão. É um esboço, fazem isso na intimidade de seus escritórios e não divulgam. Mas quando divulgam é de uma precipitação que às vezes nós, atores, nem sabemos. O autor fez este esboço pensando em mim. Mas eu estava em um momento crítico porque eu não sei ensaiar teatro me dividindo com outra coisa. Neste momento específíco do ensaio, quando se ergue na produção teatral, eu não consigo me dividir. Também sou assim com as mulheres, tenho muita dificuldade para me dividir em dois. A invenção teatral e a paixão por uma mulher são muito parecidos. O Aguinaldo Silva entendeu isso.

(05:31:23) Marcelo Tas: É casado com a mesma mulher, a atriz Vera Fajardo, desde 1975. Que mistério é esse?
(05:32:40) José Mayer: Primeiro, nós não nos casamos. Estamos sempre ameaçados, não tem papel. É verdade, é muito tempo, 35 anos. Até dedico este trabalho a Vera porque quis o destino que ela fosse a buscadora desta jóia literária, foi a garimpeira. Nós temos uma relação muito rica e desta relação nasceu a minha filha Júlia...

(05:26:15) Adriana/UOL:

Ator José Mayer comenta seu novo trabalho no teatro (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:32:44) Marcelo Tas: Nascido em Jaguaraçu, Minas. Você conserva quantos por cento das suas raízes mineiras dentro de você?
(05:34:55) José Mayer: Jaguaraçu é um lugarejo que tem 2.000 pessoas e não passa disso. Fica no Vale do Aço e tem um ribeirão que passa por esta cidade. O mineiro agrega valores. A minha vida no Rio me enriqueceu muito e me resgatou um pouco daquela mineralidade sombria, soturna e diferenciada. Um pouquinho de carioquice faz um bem. Os mineiros são totalmente desconfiados. Porque por trás da montanha, quem vem lá? É geográfico, Minas está por trás de montanhas, montes. Nós não temos um espaço aberto das planícies, dos platôs...

(05:35:10) Marcelo Tas: Qual o principal ingrediente do galã?
(05:37:29) José Mayer: Isso com o tempo tende a se extinguir. O galã e o protagonista em certo sentido são funções idênticas, mas não saberia te definir o galã. Me lembro de Angel Vianna que me disse algo sobre o protagonista, aquele que conduz a história e a quem a história sempre recorre. Tudo passa pelo crivo do protagonista. Ela me dizia que para ser protagonista tem que ter fôlego, uma solidez de alma. Ainda que caiba medo no corpo de um protagonista ele tem fôlego, respira fundo. Tem domínio, ele tem um pouco isso. Uma personalidade da força. Ele é o capitão em momentos de dúvida, momentos precários. É ele quem dá o norte, é a reserva moral, a força diante do drama. Então a função do protagonista exige um fôlego, uma capacidade de enfrentar problemas. Para manter este enfeitiçamento, esta função, em primeiríssimo lugar o protagonsita, o galã, é o personagem que mais chega próximo do que a gente pode considerar a verdade, ele é confiável. Não trapaceia, tem a coragem de afrontar o que segundo ele seja o seu critério, seu juízo de valor, a verdade. Mesmo que seja um mau caráter, Shakespeare tem isso, com Shakespeare todos os personagens têm razão. Mas o que eu entendo desta função é que o galã não é homem bonito, só bonito. Mesmo porque eu não sou bonito, sou um homem comum que tenta manter a integridade sem adornar a minha personalidade com coisas que sejam falsas e mentirosas. Ou seja, tento manter a minha confiabilidade, a capacidade de gerar confiança através de mim. O galã bonito não dura muito. Se o esteio dele for exterior ele dura muito pouco.

(05:35:56) Adriana/UOL:

José Mayer conversa com Marcelo Tas sobre "Um Boêmio no Céu", em cartaz em SP(Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:40:20) Marcelo Tas: Quais atores mais admira?
(05:42:40) José Mayer: Desde garoto sempre admirei o Paulo Autran. Sempre me lembrarei dele quando pensar em teatro e sobretudo quando pensar na necessidade de resistir. Ele resistiu ao assédio da televisão, da popularidade, que não precisava evidentemente. Ele é exemplar. Outro ator que admiro é Al Pacino, também Montgomery Clift. Das mulheres, Cacilda Becker, admirável até de se ler. Vi uma vez o Procópio Ferreira fazendo "O Avarento", uma peça genial. Que Paulo Autran também fez. Aliás, para os dois essa foi a última peça encenada. Vou pensar muitas vezes antes de subir ao palco com esse texto. O ator tem que estar muito maduro para interpretar "O Avarento".

(05:43:00) Marcelo Tas: Você montou a peça por sua própria conta e risco, como sempre foi. Como vê a questão das leis de incentivo e dos mega musicais da Broadway em SP?
(05:43:44) José Mayer: Sendo justo com todos, eu não consegui um patrocínio integral, mas consegui um apoio da Eletrobrás para a estréia no Rio, falar dela aqui já é um lucro para ela porque não fez nada por mim em SP. E estou tendo o apoio importantíssimo do Sesc. A dificuldade de fazer teatro é muito grande. Nós atores podemos usar não só a popularidade como o dinheiro que ganhamos para bancar os nossos próprios sonhos. Mas imagino os atores que não passaram pela TV, que não tem nem o dinheiro nem a popularidade para investir. A lei Rouanet precisa ser revista. Questiono a destinação dada ao dinheiro que teoricamente deveria ser destinada a cultura, mas as instituições financeiras investem em benefício próprio em fundações. A meu ver indevidamente usam em benefício próprio. E o Estado é omisso ao deixar o produtor cultural a mercê deste confronto aos empresários que não têm uma percepção artística clara para saberem o que pode ser prestigiado, o que é importante e o que pode estimular a produção nacional. No caso dos musicais americanos, por vias tortas, mesmo que fazer musicais estrangeiros, importados, não seja exatamente buscar a nossa identidade, o nosso caráter mais genuíno, mesmo que tenham vindo coisas de fora por empréstimo, criará resíduos positivos. Como o que eu, como um bichinho solitário, tento fazer. Eu estou trazendo uma peça com elementos importantes, estou trazendo um autor legitimamente brasileiro para mostrar a nossa cara, a nossa alma, a nossa energia e cultura. O Brasil tem que parar de jogar fora seus talentos.

(05:40:44) Adriana/UOL:

José Mayer diz que seu tempo como galã está acabando (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:28:33) bruno_sp: Como é a expectativa de fazer o teatro, pois sabemos q se houver algum erro, não dá pra voltar atrás, é mais dificil que TV?
(05:52:02) José Mayer: Bruno, é mais difícil, mas não é tão cansativo quanto a TV. No trabalho do ator no palco ele está sujeito a todos os incidentes possíveis, não há a máquina para recorrer, eles podem até morrer; Cacilda Becker morreu no palco. Este abismo em que o ator se encontra, nesta platéia, é ato difícil. Mas admiro muito os profissionais da TV. Perto deles, os estivadores do cais não sabem o que é trabalhar pesado. É preciso alcançar marcas olímpicas, o salto com vara não se compara a receber o texto com dez páginas para o dia seguinte. Mesmo agora com o uso do videotape, inclusive com leis apropriadas estabelecendo que o ator deve receber o texto com o mínimo de 72 horas. Alguns autores cumprem esta lei e devo fazer justiça e falar de Aguinaldo Silva, com quem infelizmente não pude trabalhar, entrega o texto com antecedência. O Silvio de Abreu também. Não sou partidário desta visão de que o Ibope torna o texto mais agudo ou não. Não acho legal. Se para o autor é confortável ficar conversando com as pessoas na rua e alterando textos o tempo todo, para as 600 pessoas que fazem da equipe de produção de uma novela é um pânico! Imagine uma produção de arte que tem que gerar no dia seguinte uma produção de um banquete.

(05:29:19) andre: José, vc acha q falta incentivo do governo na área cultural no Brasil ou tem melhorado?
(05:56:01) José Mayer: Na primeira campanha eu era brizolista. Quando todos se uniram na campanha pró-Lula eu era um brizolista ferrenho, era contra o Collor. Repito, acho que o Brasil joga fora estas personalidades, inclusive o Catulo. Eu fiz ressalvas a Lei Rouanet, acho que o maior mérito do momento brasileiro é vivermos de fato a liberdade. Mas a cultura deste governo Lula é uma política preguiçosa. Quanto a atuação do Gil, é polêmica, ele concedeu mais ao governo Lula em termos de legitimidade do que recebeu do governo Lula em termos de formulação e possibilidades de política cultural. Gosto da sua figura, admiro o artista, mas acho que ele foi engolido, devorado para benefício do governo Lula. Mas de fato ele pouco realizou, não percebeu que foi devorado.

(05:46:33) Adriana/UOL:

José Mayer comenta os problemas da produção cultural no Brasil (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:48:12) ayrton: Como é contracenar com três mulheres lindas, Regina Duarte, Natália do Valle e Danielle Winits em Páginas da Vida
(05:57:14) José Mayer: ayrton, como tem homem invejoso! O ano de 2001, quando fiz "Presença de Anita", está ficando cada vez mais longe. Por mais que os autores sejam meus amigos, isto vai acabar. Mas é o seguinte, mulher é um esporte brasileiro e eu faço o que me pedem.
(05:58:56) José Mayer: Comentando trabalhos antigos e suas parcerias amorosas nas telas: Durante a minissérie "Presença de Anita" eu fumei toneladas... Fazia parte do perfil do personagem. Perguntei para a Mel Lisboa se ela fumava. Ela disse que não e acabei dando um péssimo conselho para a saúde dela. Ela aprendeu a fumar, mas fazia parte do personagem. A Camila Pitanga, antes de ser Bebel já era minha... Na peça "Um Boêmio no Céu" o bêbado diz para São Pedro: "Até criei calos na boca, de tanto que beijei". Fizemos a peça "Closet" cinco anos antes de Hollywood fazer.

(05:50:35) Adriana/UOL:

José Mayer fala sobre carreira de ator (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:48:38) LIA: Me mata uma curiosidade: antes de ser ator, vc era professor?
(06:04:40) José Mayer: Lia, fui durante alguns anos. Eu entrei para a universidade em 1968 e neste mesmo ano comecei a fazer teatro. Me formei pela UFMG em letras, português e francês. Comecei a dar aulas de literatura em 1970 e fiquei até 73. Mas abandonei o magistério porque me tornei administrador de um pequeno teatro chamado Teatro Senac. Lá eu esmurrei a ponta da faca durante sete anos e meio, de 1973 a 1979, produzi 11 espetáculos. Lá me formei... Então fui um professor mal pago sem perspectiva de futuro que perdeu para o ator. E infelizmente o professor continua neste mesmo quadro.

(05:53:52) Adriana/UOL:

"Sou um homem comum. Só tento manter minha integridade e confiabilidade" (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(06:04:52) Marcelo Tas: Como se interessou pela vida artística? Que história foi essa de dublar o Burro Falante no Sítio do Pica-Pau Amarelo?
(06:08:08) José Mayer: Abandonei o teatro em Minas para vir para o Rio começando do zero. Chegando lá, eu faria qualquer coisa. Ainda existiam fotonovelas. Fui na editora Block e a todos os lugares. E a primeira coisa que achei foi isso. Uma produtora de eventos me convidou para dublar o Burro Falante, eram nove mil cruzados, o valor exato para pagar o aluguel. Mas eu não sabia como seria a humilhação, chamavam o burro 1, eu era o burro 2. Voltava para casa com crises homéricas de enxaqueca de tanta humilhação.

(05:58:13) Adriana/UOL:

Ator José Mayer comenta sua posição política no Bate-Papo UOL (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:56:52) Kazzttor: Que acha do cinema brasileiro hoje? Você não acha que a temática da violência não seria apenas para atrair plúblico assim com era o sexo nas pornochanchadas da década de 70/80?
(06:09:40) José Mayer: Kazzttor, não se compara, o cinema brasileiro hoje é muito mais inquieto, tem um leque muito mais amplo de interesses de enfoques. A violência é um componente da realidade que não podemos ignorar. Além das grandes cidades, ela se localiza nas médias cidades e também no campo. O mito da sociedade desenvolvida é hipocrisia, há virulências. E se o cinema brasileiro se interessa por este assunto, ele tem que ser relembrado. Infelizmente o cinema brasileiro não tem uma produção contínua. Mas com certeza é muito mais rico do que antigamente.

(06:02:13) Adriana/UOL:

"Mulher é o esporte brasileiro. Faço o que me pedem" (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(05:57:00) Laura: A primeira vez que eu vi uma propaganda da peça achei que fosse alguma obra de Antonio Nóbrega. Tem alguma coisa desse estilo na peça?
(06:11:34) José Mayer: Laura, só eu que sou parecido com ele, pareço ser um irmão dele. Mas na verdade não tem, nós conseguimos fazer uma montagem que não é nordestinizada. Tem o caráter brasileiro, mas não tem a cor forte, regionalista, que o trabalho do Nóbrega tem. Há pontos de investigação entre as duas propostas. O Nóbrega tem o personagem brincante, o Tonheta, que pertence a mesma categoria a qual pertence o boêmio. Pode-se colocar na mesma categoria o Macunaíma, o Chicó, o Malazart, etc.

(06:15:05) Marcelo Tas: Como é a entresafra de ficar fora da telinha? Sente saudades da eletricidade de estar no ar?
(06:14:35) José Mayer: Falamos da precariedade e da dificuldade de fazer cultura no Brasil, honestamente, o futuro desta peça está sendo engendrado a medida que caminhamos. Há uma frase: o caminho só existe a medida em que você passe, quando ninguém passa, ele está inútil esperando por alguém.
(06:16:35) José Mayer: Sobre a peça viajar para outros lugares do país: A agenda desta peça vai até 18 de novembro em São Paulo. Eu sou um jogador que pareço estar julgando cinco tentativas diferentes de xadrez. Aqui estou tentando patrocínios junto a empresários, estou tentanto uma temporada em Portugal, uma volta ao Rio etc. É assim que funciona o teatro, estou dando um tiro de arcabuz até que os deuses do teatro digam o que eu tenho que fazer.

(06:08:58) Adriana/UOL:

José Mayer conversa com internautas no Bate-papo UOL (Crédito: Flavio Florido/UOL)

(06:17:10) José Mayer: Quando se tem a felicidade que eu tenho de ter um trajeto tão longo, um convívio tão continuado com a população eu digo que eu já estou no coração das pessoas. Os jovens chegam a mim me dizendo que as suas mães me adoram, antes era elas que diziam isso. Logo virão dizer que as avós que me adoram.
(06:18:53) José Mayer: Acredita que o André Klotzel me pediu para ser um canastrão em "Capitalismo Selvagem" (1993)? Já sou um pouco canastrão, mas atendi ao pedido dele.
(06:19:51) José Mayer: Muito obrigado.
(06:19:54) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de José Mayer e de todos os internautas. Até o próximo!

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