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06/07/2007 - 18h00

Bate-papo Flip: Fernando Morais diz que CD de Roberto Carlos não entra mais na sua casa

da Redação
Biógrafo de Paulo Coelho e Antonio Carlos Magalhães, Fernando Morais abriu a programação da Flip (Festa Literária Internacional de Parati) nesta sexta-feira (6) ao lado de Ruy Castro e Paulo César de Araújo, no debate "A Vida como Ela Foi". O ponto central do encontro foi o dilema em torno da biografia de Roberto Carlos.

No Bate-papo UOL, Fernando Morais criticou a proibição do livro sobre a vida do cantor, disse que vivemos uma censura togada e afirmou que em sua casa não entra mais CD do Roberto Carlos.

Na conversa, ele ainda revelou alguns detalhes sobre "O Mago", livro que está escrevendo sobre Paulo Coelho. Morais teve acesso a um baú com 40 anos de diários do escritor depois de ganhar um desafio proposto por Coelho: descobrir quem o torturou quando foi preso durante a ditadura.

Leia abaixo a íntegra do papo realizado nesta sexta (6), direto de Paraty, que contou com a participação de 125 internautas

(01:09:50) BRAVO!: Oi, Fernando. Queria te agradecer em nome da Bravo! e do UOL pela sua participação no chat.

(01:10:24) Fernando Morais: Muito obrigado. Acho muito oportuno a gente fazer esse chat logo depois da mesa de hoje.

(01:11:06) Fernando Morais: Sobretudo por causa da decisão tomada de aqui de tirar o manifesto em defesa da liberdade de expressão e contra a censura a livros no Brasil

(01:10:23) BRAVO!: Em primeiro lugar eu gostaria de saber quantas horas de fita vc tem gravadas com cada um dos seus dois biografados atuais: Paulo Coelho e Antonio Carlos Magalhães.
(01:11:47) Fernando Morais: Em primeiro lugar, não é mais fita. É cartão de memória. Com Antonio Carlos Magalhães devo ter 180 horas e com o Paulo umas 300.

(01:14:07) carlos: queria lhe agradecer por tudo que faz pela nossa literatura
(01:14:36) Fernando Morais: Carlos, muito obrigado. Espero ter fôlego para continuar escrevendo por algum tempo ainda

(01:14:38) luisa: Bom dia, Fernando. Qual sua mais recente biografia?
(01:15:04) Fernando Morais: luisa, nesse momento estou escrevendo o livro "O Mago", a biografia do Paulo Coelho.

(01:15:45) moderador Bravo: Fernando, vc me disse uma vez que ACM seria o primeiro a ler a biografia dele que vc está escrevendo, vc enviaria o primeiro exemplar para ele -- impresso. Com Paulo Coelho será igual?
(01:16:18) Fernando Morais: Exatamente igual. Esta foi a única exigência que eu fiz ao Paulo quando propus a ele escrever o livro. Ele topou sem pestanejar.

(01:16:40) moderador Bravo: Diga algumas coisas surpreendentes sobre o Paulo que vc descobriu fazendo a biografia dele -- como, por exemplo, a falsificação de boletim escolar que saiu na Bravo! deste mês.
(01:17:47) Fernando Morais: Ele, qdo tinha 16 anos, se sentia diminuído perto dos amigos que podiam assistir filmes impróprios para menores de 18. Não teve dúvidas: simplesmente falsificou seus documentos, mudando o ano de nascimento de 1947 para 1945.

(01:17:51) Lou: Fernando, vc já pensou no título da biografia que está escrevendo?
(01:18:11) Fernando Morais: Lou, "O Mago"

(01:18:12) Luana: foi muito difícil no começo pra poder vender suas biografias?
(01:19:37) Fernando Morais: Luana, os meus primeiros livros não foram biografias. Eu primeiro escrevi um livro, em 1970, sobre a aventura dos operários que faziam a construção da Transamazônica. Depois, em 75, escrevi A Ilha. Só em 84 é que fui publicar minha primeira biografia, que é o Olga. Como "A Ilha", na época, já tinha vendido algumas centenas de milhares de exemplares, isso facilitou a carreira inicial do Olga.

(01:20:22) moderador Bravo: E sobre ACM, qual a coisa mais surpreendente e secreta que vc descobriu? Pode revelar aqui, fica entre nós, os internautas e os leitores da Bravo!
(01:20:50) Fernando Morais: Ahhhhhh, não posso revelar, não..... Pensei muito e acho que não dá pra abrir nada por enquanto, não

(01:37:59) Adriana/UOL:

Fernando Morais participa do papo promovido pela "Bravo!", direto de Paraty, onde acontece a Flip até domingo (crédito: Tatiana Teixeira)

(01:20:50) lenno: vc ja pensou em escrever um livro falando sobre sua trajetória?
(01:21:32) Fernando Morais: Lenno, não, claro que não. Eu e minha trajetória não temos absolutamente nenhuma importância.

(01:21:17) moderador Bravo: Para quando é a biografia do ACM?
(01:21:58) Fernando Morais: Não sei para quando é a do ACM. Eu sei que não será, como ele anda dizendo, depois da morte dele.

(01:21:59) Lou: Qdo vc teve a idéia de escrever a biografia do Paulo Coelho?
(01:23:31) Fernando Morais: Lou, há 3 anos a Planeta me pediu uma biografia que pudesse ser editada internacionalmente. Minha primeira idéia foi fazer o presidente Hugo Chavéz, da Venezuela. Mas a biografia dele já está sendo feita por outro brasileiro, o jornalista Bob Fernandes. Desisti de Chavez e sugeri Paulo Coelho. A Planeta topou, ele topou, eu comecei a trabalhar.

(01:23:44) H-35: gostaria de saber qual a sua opinião sobre a proibição do livro que conta a vida de Roberto Carlos
(01:24:42) Fernando Morais: H-35, sou absolutamente contra a proibição e temo que ela represente a ressurreição da censura no Brasil. Durante a ditadura tínhamos a censura fardada, agora, na democracia, não podemos concordar com a censura togada, feita por juízes.

(01:24:48) Almir: Fernando, boa tarde. Sobre a censura à biografia do Roberto Carlos, o que pesou, pelo que sei, foi o argumento de defesa da privacidade. Como você vê essa questão em relação às biografias?
(01:26:02) Fernando Morais: Almir, pessoa pública não tem privacidade. Se essa moda pega, quando você for escrever a biografia de Getúlio vargas, vai ter que pedir autorização aos tataranetos dele. A história brasileira - seja política, seja esportiva, seja musical - é propriedade do povo brasileiro, e não das pessoas que testemunharam ou protagonizaram essa história.

(01:26:03) vera: Pq a biografia do Zé Dirceu abortou?
(01:26:51) Fernando Morais: Vera, a biografia do Zé Dirceu não abortou, porque ela nunca chegou a ser concebida.

(01:28:02) Fernando Morais: Há duas questões a serem esclarecidas. Primeiro que eu tenho um velho plano de escrever a biografia de Zé Dirceu. Já o livro 30 meses é um relato pessoal dele sobre o período em que ele passou no governo Lula. Este é um livro dele, Zé Dirceu, que eu apenas ajudei, como ghostwriter, a dar forma de livro. Tá pronto e tá com Dirceu, sai quando ele quiser.

(01:28:02) Tinho som direto: boa tarde Fernando, em algum momento no livro terá uma ligação do Paulo com Raul Seixas, ou seja alguma que eles aprontaram?

(01:28:15) moderador Bravo: E aquele livro secreto que o Paulo Coelho escreveu sobre magia negra nos tempos em que compunha com o Raul? Sua biografia falará deste assunto? Mostrará trechos?
(01:29:30) Fernando Morais: Tinho som direto, evidente que o Raul ocupa um pedaço importante - curto, mas importante - da vida do Paulo. Quanto ao livro sobre magia negra que o Paulo diz ter incinerado logo depois de escrever, eu ainda alimento esperanças de que ele renasça das cinzas, pelo menos pra mim.

(01:29:42) moderador Bravo: Como o baú com os diários?
(01:31:18) Fernando Morais: É. A história do baú é interessante. Eu descobri no meio do trabalho, já escrevendo o livro, que havia um baú trancado à chave na casa do Paulo no RJ e que ele tinha determinado que deveria ser incinerado com todo o conteúdo depois que ele morresse. Quando pedi a ele pra abrir o baú pra mim, ele me fez um desafio. "Se vc descobrir quem foi o militar que me torturou em agosto de 69 no interior do Paraná, eu te dou as chaves do baú.

(01:32:09) Fernando Morais: Aqui entre nós, pra quem tem 45 anos de redação, achar um torturador no Paraná não é tão difícil assim. Achei, entrevistei, fotografei. A única coisa que o Paulo lembrava dele é que ele tinha um dente de ouro na arcada superior.

(01:32:59) Fernando Morais: mandei a entrevista e as fotos do coronel para ele - vcs só vão saber o nome quando sair o livro - e no dia seguinte o sedex entregava na minha casa duas chaves dos cadeados do baú.

(01:33:25) Fernando Morais: Lá dentro, pra minha surpresa, havia 40 anos de diários do Paulo Coelho. Ouro puro.

(01:33:43) Almir: Fernando, Lula daria uma boa biografia? Você chegou a pensar nisso?
(01:34:03) Fernando Morais: Almir, no Lula nunca pensei. Mas tanto dá uma boa biografia, que deu. A Denise Paraná fez uma bela biografia dele.

(01:34:05) vera: ué saiu na imprensa que vc foi roubado. Levaram o note e os originais já adiantados...
(01:36:11) Fernando Morais: mas, vera, você ainda acredita na imprensa brasileira?? Inventaram que um grupo de homens-rãs vestidos de ninjas chegaram de lancha no rancho onde eu tinha meu estúdio, no Guarujá, jogaram spray nas câmeras de vigilância, invadiram meu escritório e levaram o HD com os depoimentos do Dirceu. É uma história tão boa que dá vontade de escrever um livro sobre ela. Pena que é mentira.

(01:36:17) Calunga: Qual foi o motivo da tortura do Paulo?
(01:38:37) Fernando Morais: calunga, ele era hippie na época e tava mais interessado em fumar maconha que em derrubar a ditadura, e estava indo pro Paraguai de Fusca pra assistir as eliminatórias entre Brasil e Paraguai pra Copa do Mundo de 70. Três dias antes de passarem por Ponta Grossa, um Fusca branco com 4 guerrilheiros, 3 homens e 1 mulher, tinha assaltado um banco e um supermercado no interior do Paraná. E o fusca branco do Paulo tinha exatamente 3 homens e 1 mulher. Passaram uma semana num quartel de Ponta Grossa por uma dessas inacreditáveis coincidências, o quartel se chama Tristão de Alencar Araripe, que vem a ser tio-avô do Paulo Coelho. Ele só vai saber disso agora, se tiver assistindo esse chat.

(01:38:40) Lou: Fernando, o livro Ilha foi um grande marco político em plena ditadura brasileira, vc pretende abandonar definitivamente esse gênero e escrever somente biografias?
(01:39:27) Fernando Morais: Lou, não. Tanto que escrevi alguns livros depois da "A Ilha" que não são biografias, como "Toca dos Leões" e "Corações Sujos".

(01:39:50) murdoc_mga: Dos personagens do nosso cenario esportivo, tem alguma pessoa que te interessa em escrever sua bibiografia?
(01:40:23) Fernando Morais: Murdoc_mga, eu sou um fracasso em matéria de esportes. Eu devo ser um dos raros brasileiros que não sabe o que é a alegria de marcar um gol. Na minha carreira como repórter, escrevi sobre tudo, menos esporte. Não é preconceito, não, deve ser preguiça.

(01:40:23) Rogerio: se não fosse a imprensa brasileira, a situação política social não estaria pior?
(01:41:29) Fernando Morais: Rogerio, não. Evidente que toda generalização é injusta, mas a grande imprensa brasileira hoje, salvo raras e honrosas exceções, se transformou em partidos políticos de direita. São veículos que não estão interessados em informar o leitor, mas fazer a cabeça dele.

(01:41:40) davi: Fernando, e a FLIP, o que vc tem a dizer sobre ela e o homenageado?
(01:43:00) Fernando Morais: Davi, eu tive a honra de conhecer de perto Nelson Rodrigues. Eu fechava no Jornal da Tarde a coluna dele, Confissões. E ele mandava por telex, do Rio pra SP, e ligava pra mim, pra saber se tinha recebido. E quando alguém atendia, ele dizia que queria falar com Fernando. Quando perguntavam quem era, ele dizia "É o Torpe". Adoro a obra dele, gosto muito. Acho que o Ruy tem razão numa coisa, que o teatro do Nelson acabou empanando a produção da prosa do Nelson Rodrigues.

(01:43:19) Rogerio: Vc ja pensou na possibilidade de se fazer uma biografia de Eduardo Galeano, jornalista uruguaio, que teve a felicidade de escrever "As Veias Abertas da América Latina"?
(01:43:40) Fernando Morais: Rogerio, não acredito que Eduardo seja objeto de uma biografia. Adoro ele, sou amigo pessoal, se hospeda na minha casa quando vem ao Brasil, mas eu preferia ver eduardo Galeano escrevendo a biografia de alguém.

(01:43:33) Adriana/UOL:

Fernando Morais responde aos internautas no papo direto de Paraty (crédito: Tatiana Teixeira)

(01:43:43) Calunga: Fernando, me diga: Os livros que li sobre o Delegado Fleury, sempre me passavam uma aparência que a "historia toda" não tinha sido contada. Vc tem material sobre?
(01:44:41) Fernando Morais: Calungo, não. Eu cheguei a pensar em escrever a história do Fleury. Primeiro desisti porque o presunto ainda estava muito fresco. Depois, quando descobri que o Persival de Souza já estava fazendo a biografia.

(01:44:46) Rogerio: mas o senhor não acha que toda esquerda no mundo todo, se aliaram as elites? Portanto, hoje não existe mais direita e esquerda, concorda?
(01:45:41) Fernando Morais: Rogerio, eu, por exemplo, não me aliei a elite nenhuma. Hoje eu sou um militante da revolução bolivariana. Hugo Chavez é o fenômeno político mais importante ocorrido na América Latina desde a Revolução Cubana em 59

(01:45:52) Fabio: como vc vê a política hoje no Brasil?
(01:46:46) Fernando Morais: Fabio, eu votei no Lula, as duas vezes. E acho que o governo podia ser muito melhor, acho que tem coisas muito importantes, como permitir que cerca de 10 milhões de miseráveis pudessem voltar a comer, mas a economia continua sendo conduzida para enriquecer banqueiros.

(01:46:55) Almir: Fiz essa pergunta aqui ontem para outro convidado, agora faço para você: o que vc acha da classificação indicativa na TV?
(01:48:18) Fernando Morais: Almir, sou a favor. Sou surpreendente. Eu sou falcão, e não pombo, pra tratar de determinados temas. Segurança pública, por exemplo, na minha opinião, tem que ser tratada com mão de ferro. Bandido não tem que ter respeito pela polícia, tem que ter medo. Com relação à censura classificatória, não sei se vc tem filhos, mas, se não tiver, pergunte para algum amigo que tenha se ele deixa uma criança de 7 anos assistir a novela das oito.

(01:48:22) moderador Bravo: Qual sua opinião sobre a ação da polícia nos morros do Rio de Janeiro?
(01:49:36) Fernando Morais: Eu acho que esse problema do Rio, se a gente tivesse governantes com um pouco mais de pulso, deveria ser resolvido com a intervenção federal no estado por um ano. Em primeiro lugar, é preciso acabar com a promiscuidade entre polícia e bandido. A embaixada da França recomenda aos turistas que vêm ao Brasil que andem com 50 reais na carteira pra se livrar ou de assaltantes, ou de policiais.

(01:49:49) Rogerio: o senhor acha que a filosofia política de Hugo Chavez está correta, sendo que, os seus maiores aliados vivem passeando em Miami? O senhor acha isso esquerda?
(01:50:47) Fernando Morais: Rogerio, de onde vc tirou que os aliados do Chavez andam por Miami? A máfia de Miami quer ver a caveira do Chavez, do Evo Morales e do Fidel Castro. Miami virou a sede da extrema direita cucaracha latino americana

(01:50:48) Almir: Você, que conhece bem Cuba, o que acha que pode acontecer com a ilha depois da morte de Fidel?
(01:51:05) Fernando Morais: Almir, quem me dá o direito de supor que Fidel morrerá um dia???

(01:50:56) Adriana/UOL:

Fernando Morais ao vivo no Bate-papo UOL, direto de Paraty (Crédito: Tatiana Teixeira)

(01:51:11) Fabio: e os políticos????
(01:51:27) Fernando Morais: Fabio, eu gosto tão pouco deles que eu deixei de ser político.

(01:51:30) Adriano Tequila: Qual sua opinião sobre o "jornalêro" Diogo Mainardi?
(01:52:34) Fernando Morais: Adriano, não sei. Já fui insultado por ele, mas não levo muito a sério, não. Aliás, tem duas coisas que não entram mais na minha casa: revista Veja e disco do Roberto Carlos.

(01:52:35) Marcion: É engraçado que TV e jornal pode qualquer coisa, inclusive passar violência e sexo de dia, eles esquecem que é uma concessão pública, tudo é liberdade de expressão!!
(01:53:38) Fernando Morais: Boa, Marcion. Uma coisa é imprensa escrita, que é propriedade de quem paga as contas no final do mês. Outra coisa é Rádio e TV, que são concessões públicas, que podem ser renovadas ou não - como, aliás, o presidente Chavez fez com a RCTV

(01:53:46) Rogerio: o sr acha que os chavistas são santos?
(01:53:48) Rogerio: ou querem uma pseudo revolução para a volta da tirania burra e barata (desculpe os termos)
(01:54:55) Fernando Morais: Rogerio, não são santos. O Chavez eu sei que é cristão, vai à missa, batizou as filhas, mas não chega a ser santo. O que ele tá fazendo lá é uma Revolução com R maiúsculo. É a transformação política e social mais importante que a Venezuela já viveu em toda sua história, desde Bolivar.

(01:54:56) Fabio: no Brasil a política se resume na busca pelo poder, os interesses deles prevalecem sobre os nossos e a gente não faz nada.Corcorda.
(01:55:25) Fernando Morais: fabio, concordo. É uma questão complicada demais para discutir superficialmente num chat.

(01:56:05) Fernando Morais: Está se falando muito em reforma política, mas, enquanto não mexerem na proporcionalidade da representação estadual no Congresso Nacional, não muda nada. E eu não acredito que os políticos que estão aí aceitem cortar na própria carne.

(01:56:10) Rogerio: me desculpe, mas gostaria aqui de defender alguns setores da imprensa brasiliera, e um desses setores é a Folha de São Paulo, bem como a Revista Veja, onde ainda existem pessoas de pensamentos livres e eficazes, não apenas informam, mas nos fazem pensar para atingirmos o conhecimento, e ainda bem que eles existem. O Sr. faz idéia se não existisse a imprensa?
(01:58:11) Fernando Morais: Rogerio, ponha na sua cabeça uma coisa. Em qualquer lugar do planeta a imprensa está a serviço dos interesses e da ideologia de quem paga as contas no final do mês. Como os meus interesses e a minha ideologia não coincidem com os da maioria da imprensa brasileira, eu critico. Mas acho que eles estão no absoluto direito de fazer o que bem entenderem, porque a revista e o jornal são deles. Rádio e Tv, não. O sinal que a Globo usa é propriedade minha, da sociedade brasileira, portanto, não podem fazer o que der na telha do Roberto Marinho.

(01:58:12) Marcion: A imprensa fica dia e noite falando do Chaves e ver alguns artistas embarcando nesta é triste!! Foi um direito do governo Chaves tirar a RCTV do ar. Brizola tiraria a Globo por um mês no mínino!!!
(01:59:22) Fernando Morais: marcion, vc deve se lembrar que o Brizola, na campanha dele para presidente, repetiu um bordão na televisão: "No primeiro minuto da primeira hora do meu primeiro dia como presidente, cassarei a concessão do senhor Roberto Marinho" (imitando a voz de Brizola)

(01:59:24) Calunga: Fernado, que você acha, de uma das "cabeças" mais privilegiadas desse país ser um profundo admirador do Lula, o Chico Buarque? Não é um "referencial" de sapiência considerável?
(02:00:03) Fernando Morais: Calunga, não é só o Chico. Pelas pesquisas que a gente vê aí, 70% da população brasileira hoje aprova o governo Lula.

(02:00:51) moderador Bravo: Fernando, agradeço sua participação no chat e gostaria de dizer que aguardo ansiosamente as revelações das suas duas próximas biografias -- tanto o livro secreto do Paulo como os segredos de ACM que não puderam ser revelados aqui.
(02:01:16) Fernando Morais: Muito obrigado, foi ótimo estar aqui. Foi bom pra mim, espero que tenha sido bom pros internautas.

(02:01:48) moderador Bravo: Os leitores que quiserem continuar em contato com Fernando Morais podem acessar o site da Bravo! onde, durante este mês, o escritor mantém um blog.

(02:01:32) Roberta/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Fernando Morais e de todos os internautas. Até o próximo!

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