O presidente Luis Inácio Lula da Silva inaugura no sábado (23), a partir das 10h, o espaço do "Núcleo de Produção dos Catadores Organizados em Cooperativas", localizado na área central de São Paulo. O evento contará com o projeto do grupo argentino Eloísa Cartonera, um dos coletivos que esteve na 27ª Bienal Internacional de São Paulo.
"Trabalhamos todos os dias na Bienal, comprando papel dos catadores paulistanos, e através do movimento nacional de catadores de materiais recicláveis. Três filhos de catadores trabalham conosco fazendo livros. Vendemos os livros a R$ 5, com a intenção de gerar um projeto auto-sustentável que continue trabalhando depois que nós voltarmos para a Argentina", diz Javier Barilaro, desenhista e responsável pelos projetos gráficos dos livros do Eloísa, em entrevista ao UOL.
O projeto de intercâmbio artístico resultou no Dulcinéia Catadora, um coletivo de seis pessoas liderado pela artista plástica paulista Lúcia Rosa que vai ocupar uma sala do Núcleo. A extensão brasileira do Eloisa Cartonera publicará livros de jovens autores, expoentes da literatura marginal e da periferia, textos populares de contadores de histórias e repentistas, além de manter disponível um catálogo de obras de autores consagrados que cederam os direitos autorais de seus livros, como Glauco Mattoso e Manoel de Barros.
O local, um espaço de aproximadamente 1500 m², foi reformado, recebeu intervenções de grafite nas paredes e foi equipado com prensas da Rede Cata Sampa, que integra várias cooperativas de catadores, e terá a capacidade de receber e processar aproximadamente 20 mil toneladas de material reciclado diariamente.
Na inauguração, o presidente Lula receberá um documento contendo um relatório dos avanços dos programas sociais voltados a atender a população em situação de rua e aos catadores de materiais reciclados.
O espaço fica na rua Teixeira Leite, 280, no bairro da Liberdade, área central de São Paulo.
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