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04/01/2005 - 17h28
Morre aos 87 anos o desenhista Will Eisner


AFP

Will Eisner em foto de 2002


da Redação

O quadrinista norte-americano Will Eisner morreu nesta segunda-feira por complicações após uma cirurgia de ponte de safena, informou o site oficial do artista. O desenhista tinha 87 anos e havia sido operado no dia 22 de dezembro.

Einser nasceu no dia 6 de março de 1917 em Nova York. Filho de imigrantes judeus, cresceu na cidade, que foi fonte de inspiração de grande parte de seu trabalho. Foi no jornal da escola De Witt Clinton, no Bronx, onde fez o colegial, que Einser publicou pela primeira vez.

Sua primeira história em quadrinhos saiu em 1936 na WOW What a Maganize!, para a qual criou dois personagens: Harry Karry e The Flame. A revista durou apenas quatro edições, mas nela Eisner formou parceria com Jerry Iger, com que abriu o estúdio Eisner-Iger.

O estúdio produzia tiras de quadrinhos de diversos gêneros, na esperança de emplacá-las em algum jornal americano. Até o final da pareceria, que durou três anos, a dupla recrutou uma série de jovens artistas que seguiu em frente e posteriormente alcançaram sucesso, como Bob Kane, Lou Fine e Jack Kirby. O principal trabalho de Eisner nessa época foi "Hawks of the Seas", que começou como The Flame.

Reprodução

O personagem Spirit, criado em 1939


Em 1939 Eisner se uniu à Quality Comics Group para produzir um suplemento de jornal de 16 páginas. Foi para este suplementou que criou seu personagem mais famoso, o Spirit. O suplemento foi publicado em diversos jornais do país, atingindo um grande número de pessoas.

Em 1942 foi recrutado para desenhar para exército durante a Segunda Guerra Mundial. Eisner foi encarregado de produzir pôsteres, ilustrações e tiras educativas e de entretenimento para as tropas.

Após o fim da Guerra, em 1945, o desenhista voltou a trabalhar em seus personagens, com o apoio de jovens artistas como Jules Feiffer e, posteriormente, Wally Wood. Eisner desenhou Spirit até 1952. Nesse período e nos anos seguintes, o quadrinista desenvolveu também uma série
de outros projetos e tiras para jornais e retomou o personagem Joe Dope, um recruta criado nos anos que trabalhou para o exército.

Em paralelo, deu aula de quadrinhos na Escola de Artes Visuais de Nova York e publicou dois livros nos quais examinava o processo criativo, "Quadrinhos e Arte Sequencial" e "Graphic Storytelling". Entre seus álbuns de maior sucesso estão "O Edifício", "O Nome do Jogo" e "O Último Cavaleiro Andante". Em 1988 criou a premiação de quadrinhos Eisner Awards, uma das mais importantes do gênero dos Estados Unidos.

Eisner publicou seu último trabalho, "Fagin the Jew", em setembro de 2003, e deixou o inédito "The Plot", que será lançado este ano.

Leia também:
Will Eisner, o "Dom Quixote" das histórias em quadrinhos

Leia entrevista concedida por Will Eisner em sua passagem pelo Brasil, em 2001.


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