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27/08/2007 - 22h13Carlos Calado afirma que o Mangue-beat é tão importante quanto a Tropicália
O Bate-papo UOL recebeu, nesta segunda-feira (27), o jornalista Carlos Calado. Em conversa intermediada por Marcelo Tas, o autor do livro "Tropicália - A História de Uma Revolução Musical" afirmou que o Mangue-beat, movimento musical dos anos 90, é tão importante quanto
a Tropicália. Respondendo perguntas de internautas, Calado contou curiosidades, explicou por que a Tropicália é influência até hoje, comparou o movimento que comemora 40 Anos com cenário musical atual e disse que o Mutantes com Zélia Duncan é "uma banda cover da original". Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 160 internautas. (08:11:37) Carlos Calado: O livro "Tropicália - A História de Uma Revolução Musical" saiu no final de 1997 quando a Tropicália fez o número cabalístico de 30 anos. Então ele já tem a vida cabalística de dez anos. (08:08:30) Marcelo Tas: Não sei se faz parte do espírito do movimento, mas há uma certa imprecisão histórica quando se fala de Tropicalismo. Às vezes, parece que o próprio pessoal da Tropicália não se entende sobre a história e a participação de cada um no movimento. Agora, esta história já se consolidou ou ainda temos muitas versões? (08:15:28) Carlos Calado: Sempre teremos muitas versões porque a Tropicália foi um meio movimento na verdade. Era um grupo de pessoas com um pouco mais de afinidades que se encontraram e chegaram a conversar algumas coisas. Não era um movimento político que tinha uma plataforma. Ela foi uma atitude crítica em relação a cultura brasileira em um determinado momento. Quando começou foi muito centrada na música. Basta lembrar que Caetano e Gil assumiam mais ou menos o papel de líderes. Então o seu início foi bastante musical. A crítica se referia a cultura brasileira. Por exemplo, uma das críticas básicas que se fazia naquele momento era a da hegemonia da atitude nacional popular, da canção que faz a revolução, ou seja, a idéia de que a música tinha que ser politizada. Um bom exemplo disso seria o Geraldo Vandré com a canção "Caminhando e Cantando", a idéia de que uma canção poderia que fazer a revolução. Não só a idéia de ser engajada, mas que teria ter um objetivo maior além da canção. Necessariamente ela deveria falar da exploração, de uma certa maneira ela poderia ter o poder de conscientizar as pessoas para um objetivo maior que em última instância seria o Socialismo, a revolução. E de certo modo esta atitude vinha muito ligada a uma grande xenofobia, a idéia de que a música pop era uma coisa estranha a cultura brasileira, guitarras e coisas do tipo. Ou seja, existia ali uma certa xenofobia muito careta e de certo modo muito conservadora contra a qual a Tropicália em um primeiro momento se colocou contra. (08:12:05) Marcelo Tas: O nome tropicália foi dado por quem? Já ouvi várias versões da boca de tropicalistas diferentes. (08:17:03) Carlos Calado: Isto não tem tanta polêmica porque de certo modo a hitória já foi bem contada. É uma história completamente torta. Quando o Caetano fez a música "Tropicália", ele ainda não tinha um nome para a canção. E era uma música programática. A música foi mostrada para várias pessoas no estúdio de gravação e uma delas era o Barretão _o Luiz Carlos Barreto, um conhecidíssimo produtor do cinema brasileiro_ que ouviu a música e falou que ela era igual a exposição que o Hélio Oiticica havia feito há uns meses atrás que se chamava Tropicália. O Caetano não conhecia o Hélio Oiticia e muito menos havia visto a exposição. Na hora o Manoel Berenbein, produtor do disco, gostou do nome. O Caetano ainda resistiu bastante, mas como não conseguiu nome melhor acabou batizando aquela canção com o nome Tropicália que de certo modo acabou virando o nome de um movimento. Na verdade a história é esta. (08:21:49) Carlos Calado: Uma coisa interessante daquela época é que as pessoas do cinema, do teatro e das artes plásticas, como Gláuber Rocha e Zé Celso Martinez Corrêa do Teatro Oficina, em nenhum momento se reuniram para fazer um movimento. Mas estava tudo no ar. Por exemplo, antes de fazer "Alegria Alegria" o Caetano assistiu "O Rei da Vela" e ficou chocado e excitado achando que ali havia alguma coisa viva que valia a pena explorar na música. Assistiu "Terra em Transe" do Glauber e sentiu a mesma coisa. Então haviam idéias no ar, assim com a exposição do Hélio Oiticica. Outra coisa que não se pode esquecer é que este foi um dos períodos mais ricos, explosivos e "revolucionários" da história da nossa cultura do século 20 no mundo e de certo modo ecoando no Brasil. Então a Tropicália foi uma idéia de se captar um pouco que o estava rolando em cada área. Por isso que é difícil de explicar. Na verdade é um espírito de uma determinada época. (08:15:48) Marcelo Tas: Tem gente que coloca a influência da Tropicália em várias coisas. Vi uma manchete, se não me engano na Revista Bravo, que dizia: Tropicália de Torquato Neto a Beck, compositor pop contemporâneo. A Tropicália é tudo isso mesmo? Tem toda essa durabilidade e influência ou as vezes é mal dimensionada? (08:22:10) Carlos Calado: Eu não sei se ele é tão influenciado pela Tropicália ou em um determinado momento ele ouviu Mutantes e curtiu. Os Mutantes têm uma importância parcial dentro da Tropicália. Certamente o que fez a cabeça dele não tinha só Sérgio, Arnaldo e Rita. Havia o Rogério Duprat que foi uma figura essencial na história. Deve ter ouvido coisas de Caetano e Gil. Então não necessariamente a Tropicália em si. Para a visão de um americano que adora nomes e rótulos, por exemplo, tudo aquilo virou Tropicália. Quando se pega discos e coisas que saem no exterior, há coisas que não tem nada a ver e está com este rótulo. (08:25:34) Carlos Calado: Sobre a influência atual da Tropicália: Por exemplo, na música há um fio que vem vindo ao longo do tempo. Eu acho que sem a Tropicália jamais teríamos visto a Elis Regina dois ou três anos depois de fazer uma passeata contra a guitarra elétrica _uma das cenas mais bizarras de um bando de artistas fazendo passeata contra a guitarra e a invasão da música estrangeira_ gravando Beatles e músicas de Caetano e Gil. Isto foi no início dos anos 70. Outra coisa, é impossível pegar o Mangue Beat _Chico Science, Nação Zumbi e o resto da turma_ sem ver um procedimento muito parecido. A idéia de se pegar a música o mais regional possível, assim como os tropicalistas pegaram o baião _que era esnobado na época da bossa nova_ para mostrar o que é brasileiro. A turma o Mangue Beat nos anos 90 pegaram os ritmos típicos de Pernambuco _ciranda, coco e embolada_ e misturaram com o que tem de mais atual como rap e rock pesado para fazer uma coisa diferente. Uma síntese do que seria o muito nacional com o que seria o muito internacional. Isto foi o que a Tropicália fez em um determinado momento. Quando se conhece bem aquele período, talvez a coisa fique mais clara. Naquela época dizer que é válido fazer baião e utilizar influência da música pop tinha um peso muito maior do que seria hoje. O Tropicalismo ajudou a quebrar uma hegemonia bastante conservadora em termos artísticos. Pois haviam artistas com um peso grande na midia que diziam que existia um modelo e o que estivesse fora seria alienado. (08:28:46) Carlos Calado: No fundo a idéia da antropofagia tem tudo a ver com a Tropicália. O movimento é absorver, deglutir o que de interessante for de fora e vomitar o que é seu. Esta idéias vem desde o início do século. O que a Tropicálita tem de mais forte é que se hoje você ver os discos de Caetano, Gil, Mutantes, Gal e Tom Zé daquela época (de 1967 a 1972), eles parecem que foram feitos na semana passada. Foi um encontro tão feliz daquela turma. Havia uma mistura muito especial como os versos do Torquato Neto, a poesia de um grande letrista que é o Capinam, a energia adolescente dos Mutantes e o Caetano e Gil em um período super criativo. A obra do Tropicalismo é muito pequena, talvez não dê nem dez álbuns, porém é uma obra muito criativa, uma coisa que não envelheceu. (08:25:50) Marcelo Tas: Às vezes tenho a impressão que uma série de coisas bacanas é atribuída a tropicália de graça. Por exemplo, o reconhecimento do Chacrinha e da Carmem Miranda como cultura pop. O que restou da Tropicália hoje na cultura brasileira? (08:34:08) Carlos Calado: Sobre a Bethânia: Desde aquela época, ela já dizia que não participava de movimentos. O que é curioso, pois foi ela quem estimulou muito o Caetano. Teve um episódio em um programa chamado Frente Única da Música Brasileira que o Caetano e Gil bolaram uma homenagem a Roberto Carlos e os músicos mais nacionalistas acharam aquilo uma insulto. Existe a foto da Bethânia de minissaia em um modelito jovem guarda, está em meu livro. Um detalhe que mostra a maluquice daquela época é sobre o programa "Divino Maravilhoso" que tinha uma cena muito forte que talvez até colaborou para a prisão do Caetano e Gil. Na antevéspera de Natal o Caetano apareceu no vídeo com um revólver como se fosse se suicidar cantando "Boas Festas" do Assis Valente, uma música sarcástica e irônica. Esta cena foi entendida para muita gente como uma grande transgressão em relação a radicalização dos militares. Tanta era a paranóia de que as fitas pudessem servir de prova de crime (de subversão), que os dois diretores, Fernando Faro e (Antonio) Abujamra, decidiram queimar as fitas do programa". (08:26:10) Desligada: o q vc achou do retorno do mutantes? não perde um pouco do valor histórico da coisa, da importânica? (08:40:38) Carlos Calado: Desligada, tem dois lados, obviamente se formos muito severos, os Mutantes estão fazendo um cover deles mesmos. Na verdade não temos a formação original e eles estão trabalhando com um repertório que eles já fizeram. Então até agora eu considero que são os Mutantes fazendo um cover de si mesmos. Mas estou torcendo para que apareçam composições novas, que a Zélia possa ser um ponto de partida para coisas novas. E por outro lado é uma questão de justiça porque apesar de serem tão cultuados, eles não ganharam o que eles mereceram. Hoje tem garotos que piram ao ouvir Mutantes. Os seus discos poderiam ter sido feitos ontem, passaram-se 40 anso e eles não envelheceram. Então de certo modo é um prêmio porque eles mereciam, como tocar mais no exterior. Na época havia uma certa caretice, por exemplo, eles iriam gravar um disco para o mercado internacional _um dos melhores discos dos Mutantes com músicas em inglês e francês_ e foi cancelado pela gravadora porque o produtor reportou a esta que o disco não parecia brasileiro ou não fosse exótico o suficiente. Este disco chamado "Tecnicolor" foi lançado há alguns anos atrás. Agora, se formos comparar o que existe neste disco de hoje com o que estava nos discos originais não existe nada de novo. Os discos originais são até mais criativos. Então que bom que estão sendo festejados, os jornais americanos e ingleses babaram porque eles são tão importantes quanto as melhores bancas americanas ou inglesas. É um fenômeno maluco passarem mais 30 anos no anonimado e serem redescobertos finalmente. (08:26:39) escritor polêmico: por que a tropicália foi o último movimento de vanguarda no brasil (08:41:48) Carlos Calado: escritor polêmico, na verdade eu nem concordaria com isso. Por exemplo, o movimento Mangue Beat naquele momento foi tão vanguarda o quanto foi a Tropicália. Eu não sei se ainda vamos presenciar outros movimetnos, mas também não devemos ficar lamentando que a Tropicália se foi. Por exemplo, o Mangue Beat é um exemplo claro de um movimento tão inovador quanto a Tropicália. Então tem muita coisa boa para aparecer ainda. (08:27:24) Luciana: Carlos vc acha q existe no brasil hj..alguem q faça algo parecido coma tropicalia? (08:42:54) Carlos Calado: Luciana, não acho. O que aconteceu com a Tropicália foi que em um momento certo e no lugar certo se encontraram pessoas muito especiais e cada um com bagagens muito diferentes... Na verdade foi uma época e um ambiente que certamente não vai se repetir. (08:31:33) marina: Que fim levou o Geraldo Vandré? (08:43:53) Carlos Calado: marina, sei que ele está por aí, de vez em quando lemos algo nos jornais. Mas não tem feito nada de novo em termos artísticos. Acho que tem alguma coisa de optar pela reclusão. Virou uma espécie de eremita, segundo as últimas notícias. (08:31:50) Tiago: A tropicália marcou toda uma geração, e até hj existe uma grande influência na música popular brasileira, especialmente no nordeste. Carlos, vc acha q nos dias de hj, poderá haver um movimento musical tão grande q possa ser comparada com a Tropicália? (08:45:30) Carlos Calado: Tiago, na verdade nem precisamos mais de um movimento. A grande urgência da Tropicália no final dos anos 60 era quebrar a idéia de que a música teria que ser politizada para ser usada pelo povo para derrubar os militares. Uma das brigas da Tropicália foi pelo direito de se fazer um baião, de fazer música, simplesmente, sem a necessidade de dirigir mensagens. (08:34:28) Desligada: qual a música ícone da Tropicália? A que melhor representa? ou teríamos que eleger uma pra cada artista envolvido? (08:46:06) Carlos Calado: Desligada, se pegarmos o álbum manifesto "Panis et Circenses" temos várias como a "Miserere Nóbis" do Gil, o "Parque Industrial" do Tom Zé e curiosamente a música "Tropicália" do Caetano não está lá. Ela foi feita com uma idéia de ser um marco de alguma coisa que estava começando. (08:41:02) Jorge: quero saber do secos e molhados. era meio contemporaneo dessa galera. as músicas são mto boas e não são considerados tropicalistas. tô errado? deveriam ser considerados meio dessa onda ou eles são algo a parte? (08:47:51) Carlos Calado: Jorge, não são considerados, mas não podemos esquecer uma coisa importante. O Ney sempre deixa claro em entrevistas que quando ele viu o show do Caetano foi um impacto. Não dá para dizer que tenha havido alguma ligação, mas só o fato desta fagulha ter sido colocada em sua cabeça já mostra que de alguma maneira influênciou. Eles foram um grande sucesso na época, surgiram um pouco depois... (08:43:32) Jorge: queria saber se vc acompanha a carreira dos tropicalistas e oq acha deles hj em dia. ainda existe sangue desse movimento correndo nas veias ou já foi? alias, e o disco do arnaldo produzido pelo john do pato fu? ouviu? gostou? comentário, por favor. (08:50:03) Carlos Calado: Jorge, na verdade eu ainda não ouvi este disco. Me cansa um pouco esta idéia de se ficar cobrando dos tropicalistas que continuem fazendo coisas com a mesma dimensão e intenção do que fazem há 40 anos atrás. Nenhum artista é assim, como qualquer outros artistas eles passam por determinadas fases e passam por determinados caminhos. É como se eles fossem os guevaras da revolução musical brasileira e tivessem que ficar como fideis castros fazendo aquelas músicas. Se analisar as obras de Caetano, Gil e Gal no minimo em alguns momentos há obras muito boas que se equiparam às obras daquela época. (08:54:43) Carlos Calado:Eu ouço muitas coisas, como jazz, soul music e rock. Especificamente na música brasileira, tem coisas legais acontecendo. Um gênero que ganhou uma força grande é a música instrumental brasileira, com coisas de altíssimo nível. Só para citar exemplos dos últimos anos, a Orquestra Popular de Câmara, de SP, e os projetos individuais do Benjamim Taubkin, da Mônica Salmaso. Ou o Proveta, da banda Mantiqueira, que lançou um disco maravilhoso agora. No RJ, tem gente ligada a este movimento, como o Mário Adnet, que acabou de lançar dois discos belíssimos e andou trabalhando com o Moacir Santos. O Mário Sève, da banda Nó em Pingo d'Água, está com um projeto belíssimo com gente do Brasil todo dando canja. Inclusive tem uma garotada muito nova, como a do (grupo) Curupira daqui de SP. Tem dezenas de grupos fazendo música instrumental brasileira de altíssimo nível. Nos anos 60, havia meia dúzia fazendo algo assim, o que havia mais era gente tocando samba-jazz e bossa nova. Na verdade, se um gringo olhar a nossa música instrumental achará que é jazz. É a nossa música improvisada, sem palavras. Ela não perde nada para a música instrumental feita nos EUA ou na Europa. Este é um momento privilegiado dessa música. Na área da canção, além da Monica que eu já citei, temos a Roberta Sá, que acabou de lançar o segundo disco, a Céu e muitas outras por aí afora. (08:56:19) Carlos Calado: Sobre o futuro da música: Sem dúvida ele passa pela internet, este é o caminho. Mas tem que saber usar isto para voltar atingir a muita gente e permitir que essa produção role. Hoje em dia ela está muito fragmentada. Sem o investimento das gravadoras, é mais difícil para um artista hoje atingir um número tão grande de pessoas como se atingia antes. (08:45:55) Luciana: É verdade q a rita lee roubou aquele vestido da rede globo?rsrsrs (08:56:45) Carlos Calado: Luciana, ela diz que sim, que roubou da novela das sete e levou para casa. (08:46:10) Torquato Neto: Qual a contribuição de Torquato Neto para a tropicália? (08:58:59) Carlos Calado: Torquato Neto, a sua própria personalidade fez com que ele não fosse tão valorizado como deveria ter sido. Ele foi um grande poeta daquela época, compôs várias canções com o Gil e Caetano. Também como jornalista foi muito interessante, tinha uma coluna no Última Hora e foi um dos primeiros colunistas pop dando dicas interessantes em uma linguagem direta. Ele acabou cometendo suicídio... uma grande perda. (08:57:03) Luciana: Esses festivais q acontecem no país...funcionam??? (09:00:15) Carlos Calado: Luciana, historicamente eles têm uma importância. Mas o primeiro movimento pop foi a Jovem Guarda, porém aquilo era muito ingênuo, algumas coisas eram puras cópias. (08:58:04) Luciana: A jovem guarda? Tem algum valor pra essa epoca? É verdade q eles não se davam bem? (09:01:58) Carlos Calado: Luciana, hoje não temos aqueles festivais tão grandes com grandes emissoras bancando. Tivemos um festival que a TV Cultura bancou, mas teve um alcance pequeno. Os festivais na verdade são muito importantes, pois funcionam como vitrines para os artistas dando prêmios... (09:02:55) Carlos Calado: O livro "Tropicália - A História de Uma Revolução Musical" continua atualizado e pode ser encontrado nas livrarias e na internet. Obrigado. (09:04:09) Adriana/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Carlos Calado e de todos os internautas. Até o próximo!
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