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'Little Fires Everywhere': Por que vale ver a série com Reese Witherspoon

Reese Witherspoon e Kerry Washinton em cena da série "Little Fires Everywhere" - Divulgação
Reese Witherspoon e Kerry Washinton em cena da série 'Little Fires Everywhere' Imagem: Divulgação

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

24/06/2020 12h00

A série "Little Fires Everywhere" (também conhecida como "Pequenos Incêndios Por Toda Parte") está pegando fogo!

Protagonizada por Reese Witherspoon e Kerry Washington, a série, exibida pelos serviços de streaming Hulu e Amazon Prime Video, tem causado burburinho desde que estreou e vem atraído o interesse do público. Mas afinal, do que se trata o seriado? O UOL conta um pouco da série e explica os motivos para assisti-la. E esse é o único spoiler que a gente vai te dar aqui: vale muito à pena!

Afinal, do que se trata?

"Little Fires Everywhere" é um drama familiar baseado no livro no mesmo nome da autora Celeste Ng, lançado em 2017. A trama conta a história de uma família abastada que mora na tradicional cidade de Shaker Heights, no estado norte-americano de Ohio.

A família é comandada pela jornalista Elena Richardson (Witherspoon), e vê suas vidas serem transformadas com a chegada de Mia (Washington) e Pearl (Lexi Underwood), mãe e filha de uma classe social bem diferente que um dia se mudam para a casa de aluguel da família.

As duas famílias têm seus destinos entrelaçados e se veem jogadas em uma história que envolve o conflito de classes, racismo, carga mental assim como uma discussão do que significa a maternidade. Existem diferenças importantes entre o livro e a série, mas o foco da história é o mesmo.

Intrigas e mais intrigas

Para quem gosta de um bom novelão, "Little Fires Everywhere" é uma história recheadas de melodramas e intrigas familiares que deixariam Manoel Carlos orgulhoso. Mas, além disso, a história também promove discussões poderosas e relevantes, que ajudam a refletir, ao mesmo tempo que cria uma rede fascinante de acontecimentos que é difícil deixar de lado. Ajuda o fato de que os personagens, por mais que nem sempre sejam simpáticos, são tipos complexos e envolventes.

Dupla dinâmica

Uma série que tem Reese Witherspoon e Kerry Washington nos papéis principais não tem como dar errado, não é mesmo? É verdade que as duas estão em uma certa zona de conforto —sim, todo mundo compara a Elena de Reese à personagem dela em "Big Little Lies", da HBO, e as séries têm mais semelhanças. Porém, isso não é necessariamente ruim, e aqui ajuda a contar a história proposta de forma cativante. Nunca é ruim ver duas divas contracenando juntas!

Além delas, a série ainda conta com Joshua Jackson (o eterno Pacey de "Dawson's Creek", para os mais velhos), excelente como o marido relapso da personagem de Reese.

O elenco jovem também é sensacional

A série é muito boa em revelar novos talentos. Os quatro filhos de Elena, vividos por Jade Pettyjohn, Megan Stott, Gavin Lewis e Jordan Elsass, brilham como adolescentes cheios de personalidade e questões tratadas com realismo. Outro destaque fica com Lexi Underwood, que interpreta Pearl, filha de Kerry Washington.

Confusão e gritaria

Também ajuda que a série tem vários momentos que vão te deixar na ponta do seu assento —ou cama, ou sofá, ou onde você quiser vê-la— com reviravoltas eletrizantes, que às vezes saem de lugares inesperados. Tais situações muitas vezes acabaram em momentos tensos de roer as unhas, e tem bastante gritaria envolvida, mas é disso que o povo gosta né?

Uma bela vizinhança

Também ajuda que a produção de arte faz um belo trabalho de ambientação: é tudo muito bonito! O livro de Celeste Ng faz um ótimo trabalho em descrever Shaker Heights como uma espécie de paraíso, um lugar onde tudo é muito organizado, ideal para se viver, enquanto esconde uma faceta mais cruel e triste de seus habitantes.

O seriado faz um bom trabalho em reconstruir esses temas com seus cenários caprichados. E, vamos confessar, é bom ver um produto como esse e lembrar de tempos antes de pandemia, quando dava para sair por aí, né?

Mas vai ter continuação?

A série tem sido divulgada como uma minissérie, então até o momento é improvável que haja uma segunda temporada, apesar de a showrunner, Liz Tigelaar, ter dito que "adoraria" continuar. Mas, o fato de ter uma história fechada também suas vantagens, uma vez de que está tudo muito redondo, e o espectador pode começar com a certeza de que terá uma conclusão definitiva ao final dos oito episódios.