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15/12/2006 - 15h48

Angela Detanico fala da performance que fará no encerramento da 27ª Bienal

Da Redação

Folha Imagem

A instalação Pavillion, de Rirkrit Tiravanija, será palco da performance da dupla brasileira

A instalação Pavillion, de Rirkrit Tiravanija, será palco da performance da dupla brasileira

Os artistas brasileiros Angela Detanico e Rafael Lain, que participam da 27ª Bienal Internacional de São Paulo, vão fazer uma performance de música eletrônica no domingo (17), último dia da exposição, às 18h. Detanico e Lain, artistas radicados em Paris, vão tocar suas composições do interior da obra "Palm Pavillion", do artista Rirkrit Tiravanija, localizada no segundo andar do Pavilhão da Bienal.

A dupla participa desta Bienal com um projeto de arte e design gráfico que estará na publicação "Como Viver Junto", a ser lançada pela Fundação Bienal na segunda quinzena de janeiro de 2007.

Veja abaixo a entrevista que Angela Detanico concedeu ao UOL.

UOL - Há alguma relação entre o trabalho de vocês e a obra de Tiravanija?
Angela Detanico: O trabalho de Tiravanija propõe uma espécie de plataforma dentro da Bienal, um espaço a ser ocupado, vivido, investido. Este pequeno pavilhão dentro do pavilhão dá uma escala e um quadro onde podemos operar; por outro lado, nossa apresentação ativa este ponto de encontro. O que acontece é uma complementaridade.

UOL - O que vocês vão apresentar?
Angela Detanico: Uma versão sonora de "Separação", trabalho que desenvolvemos para o livro da Bienal, só que ao invés de separar as letras nas páginas, vamos separar as freqüências nas caixas de som.

UOL - Qual é a participação de vocês na Bienal?
Angela Detanico: Fizemos um projeto para o livro "Como Viver Junto", para o qual foram convidados outros cinco artistas. O trabalho, que se chama "Separação", é um texto que só se completa quando o livro estiver fechado.

UOL - Parte da obra de vocês liga design gráfico e arte. Como isso aparece no livro "Como Viver Junto"?
Angela Detanico: Usamos os elementos do design gráfico como material para realizar trabalhos artísticos. Nós desenvolvemos tipografias e sistemas gráficos que depois são aplicados na produção das peças, sejam elas textos, imagens fixas ou animadas.

UOL - Qual o interesse de vocês nas relações entre estas linguagens?
Angela Detanico: Nosso trabalho se situa "entre" as linguagens. Não é nem foto, nem texto, nem vídeo, nem música. São sempre transposições de códigos de um para outro meio.

UOL - Como este trabalho chegou à música?
Angela Detanico: Trabalhamos com computadores, que são ambientes onde diferentes linguagens escrita, visual e sonora coexistem. O trabalho com som veio naturalmente. Nossos primeiros projetos artísticos misturavam som e imagem, com um trabalho em conjunto com a banda Objeto Amarelo, em 2001.

UOL - Como está o projeto de música?
Angela Detanico: Temos trabalhado bastante em colaboração, o que é um dos aspectos mais interessantes de se fazer música, porque os trabalhos se sobrepõem. Além do Carlos Issa, do Objeto Amarelo, recentemente tocamos com Chiara Banfi e colaboramos com Dennis McNulty para um projeto de dança com Takeshi Yazaki e Megumi Matsumoto. Atualmente, estamos trabalhando com o compositor François Sahran, sobre um texto inédito do poeta Jacques Roubaud.

UOL - O que estão desenvolvendo atualmente?
Angela Detanico: Estamos preparando uma exposição individual para a Galeria Vermelho, em São Paulo, para o fim de fevereiro de 2007.
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Biografia de Angela Detanico e Rafael Lain
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