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Rainer Werner Fassbinder

O cineasta e dramaturgo alemão nasceu em Bad Wörishofen, Baviera, em 1945, e morreu em Munique, Alemanha, em 1982.

Fassbinder foi um dos mais importantes representantes do Novo Cinema Alemão, ao lado de Werner Herzog e Wim Wenders, movimento que se caracterizou menos por uma estética do que pela ambição de resgatar o prestígio do cinema alemão do período anterior à Guerra.

Em apenas 14 anos, Fassbinder rodou mais de 40 filmes, muitos dos quais baseados em suas próprias peças que foram encenadas em Munique, no Anti-Theater, fundado e dirigido por ele mesmo, como "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", peça de 1971, filmada em 1972.

O cineasta, que dizia não saber fazer uma narrativa que não fosse política, ficou conhecido por levar às telas personagens femininos fortes sobre o pano de fundo da Alemanha pós-Guerra. Essas heroínas são postas a prova em sua busca pelo amor e pela felicidade em situações que, de tão melodramáticas, beiram o absurdo ou o tragicômico.

"Martha" (1974), "O Casamento de Maria Braun" (1979) e "O Desepero de Veronika Voss" (1982) são apenas alguns exemplos de filmes em que as protagonistas encontram um final trágico, seja ele a tortura, uma explosão ou uma overdose.

Fassbinder criou uma linguagem cinematográfica própria, imediatamente reconhecível, por seu uso das cores saturadas --cujo melhor exemplo é "Lola"--, por seus enquadramentos precisos e movimentos coreografados --a câmera que gira em torno dos personagens em "Roleta Chinesa"--, e por seu domínio do uso do estúdio --"Querelle" chega a ter um mar cenográfico que parece feito de plástico.

O cineasta criou também filmes para a TV, o mais famoso deles a série "Berlin Alexanderplatz", com 14 episódios, baseada no romance homônimo de Alfred Döblin.

Seu último trabalho, "Querelle" (1982), é baseado no romance homônimo de Jean Genet, história de um marinheiro sedutor que se refugia num bordel do cais depois de matar um homem.

Entre seus maiores admiradores no cinema atual está o cineasta espanhol Pedro Almodóvar. A atriz Hanna Schygulla, uma das atrizes favoritas do diretor alemão, declarou em entrevista a Susan Sontag (26/02/03), no jornal americano "Village Voice", que Almodóvar teria se apresentado a ela como "o Fassbinder espanhol".