
Fernando Ortega
Nasceu na cidade do México em 1971. Vive e trabalha na cidade do México, México.
Os trabalhos de Fernando Ortega incluem vídeos, fotografias, instalações e intervenções sonoras. Na Bienal de Veneza de 2003 ele instalou um dispositivo que eletrocutava insetos no espaço expositivo. Sempre que um mosquito atravessava as grades do aparelho e era eletrocutado todo o pavilhão expositivo ficava sem luz por alguns instantes. Um outro trabalho, "Sem título", de 2004, consistiu na remoção de uma parede de sua casa no México e que foi transportada para uma galeria em Londres. Nessa parede via-se um mosquito morto, que fora esmagado pelo artista na tentativa de obter um pouco de silêncio para dormir. Ainda trabalhando com barulhos que incomodam, Fernando Ortega realizou "Transcription", de 2004. Gravou o som de um mosquito e deu para um compositor transcrevê-lo para violino. Durante a exposição, o violinista aparecia para tocar a peça de tempos em tempos, sem nenhuma regularidade. Numa outra peça sonora, realizada em um restaurante, Ortega gravou o som ambiente durante uma semana. No primeiro dia, ele apenas gravou, a partir do segundo, enquanto gravava, colocava para tocar o que havia gravado no dia anterior. Assim, o som ambiente do restaurante foi aumentando dia após dia, criando um ruído intenso, ainda que familiar àquele ambiente. O trabalho de Fernando Ortega foi apresentado em exposições como a Bienal de Veneza (2003), Contemporary Arts Museum, Houston (2004), Espacio Fundación Telefónica, Buenos Aires (2004), Museu de Arte Moderna, cidade do México, Museo Carrilo Gil, cidade do México, Museu de Arte Contemporânea, Porto Rico (2001), Bienal de Havana (1998). (Da Redação, com colaboração de T. Rivitti) |
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