
Eloísa Cartonera
Buenos Aires, 2003
Eloísa Cartonera é um projeto artístico, social e comunitário dirigido por Wáshington Cucurto (escritor que assume no projeto a função de editor), Javier Barilaro (desenhista, responsável pelos projetos gráfico) e Fernanda Laguna (encarregada da gestão cultural e curadora). Em março de 2003, eles fundam a Eloísa Cartonera e em agosto do mesmo ano abriram uma cartoneria (um espaço dedicado à confecção de trabalhos com papelão) e galeria de arte. Nesse espaço, artistas e coletores de papel convivem, criando um trabalho conjunto. O papelão é comprado (por um preço muito mais alto do que o habitual) de pessoas que vivem de recolher o material pelas ruas de Buenos Aires. Lá é transformado em capas dos livros editados por eles. O papelão é cortado e pintado à mão por meninos que largam a atividade de recolher papelão nas ruas e passam a receber por seu trabalho de arte. Posteriormente, os livros são vendidos a preços baratos nas ruas, em espécies de atos-performances, e em algumas livrarias. O projeto se mantém apenas com venda dos livros. Os textos publicados são de autores de escritores latino-americanos que autorizam a publicação. O catálogo tem obras inéditas de escritores como Ricardo Piglia (Argentina) Gonzalo Millán (Chile) e Luis Chaves (Costa Rica). Em outros casos, são obras que estão esgotadas, como os livros de poesia do chileno Enrique Linh. Os autores brasileiros Haroldo de Campos e Glauco Mattoso também tiveram obras publicadas pela Cartoreria Eloísa. (Da Redação, com colaboração de T. Rivitti) |
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