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Dominique Gonzalez-Foerster

Nasceu em Estrasburgo em 1965. Vive e trabalha entre Paris, França, e Rio de Janeiro, Brasil.

As obras de Dominique Gonzalez-Foerster provocam a experiência da memória e do espaço. Suas obras multimídia (filmes e instalações sonoras) se desdobram no espaço e criando sensações e atmosferas, inspiradas em suas viagens pela América Latina e pelo Japão.

A reflexão acerca da formação de uma identidade, envolvendo os processos de mestiçagem, reconhecimento e deslocamentos, nutre sua produção.
Trata-se de uma artista que incorpora referências da arquitetura, do cinema de Antonioni e John Woo e da filosofia de Foucault.

Em seus primeiros trabalhos, criava espaços biográficos que chamava de "chambres" (quartos), para tratar de identidades.

Hoje em dia, cria espaços multimídia como o que construiu na exposição "Exotourism", definido por ela mesma como "uma plataforma, uma paisagem, uma visão. A chegada a um outro mundo - a consciencia do turismo - exoturismo. Uma nova paisagem, que é como um filme que não precisa de narração. É uma imagem panorâmica que reflete os turistas e sua colonização melancólica dos paraisos perdidos ou artificiais". O trabalho inclui imagens e um fundo sonoro de Christophe Van Huffel que reforça a criação de um espaço sem limites.

Participou de exposições como "Micro-utopias", na Bienal de Valencia, Espanha (2003), "Utopia Station", na Bienal de Veneza de 2002 e 11 Documenta de Kassel (2002). Realizou em 2002 a exposição "Exotourism" no Centro Georges Pompidou em Paris pela qual recebeu o prêmio Marcel Duchamp. Tem trabalhos nas coleções do 21st Century Museum of Contemporary Art (Japão), Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Genebra (Suíça) e Centro Georges Pompidou (França).