
Damian Ortega
Nasceu na Cidade do México em 1967. Vive e trabalha na Cidade do México, México.
Problematizando questões relativas à modernidade, as fotografias, instalações e esculturas de Damian Ortega investem objetos cotidianos de um novo significado social e político. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o "Volkswagen Beetle 1983", exposto pela primeira vez na mostra "Cosmic Thing" no ICA de Filadélfia (2004). Trata-se de um fusca, meticulosamente desmontado, cujas partes ficam suspensas por cabos presos no teto do espaço expositivo. O fusca que, tanto no México como no Brasil, é uma espécie de símbolo nacional, ganha novos significados. Por um lado, representa a utopia moderna da igualdade, a promessa de um mundo em que todos teriam acesso às comodidades da tecnologia. De outro, é produto da engenharia nazista e simboliza a barbárie na qual o século passado se afundou. Subvertendo a noção de escultura como objeto sólido, monolítico e estanque, Volkswagen se apresenta como algo prestes a se desfazer ou a se constituir. Sua série de 120 tijolos expostos nos estados "sólido, líquido e gasoso" também lida com a desintegração da escultura. Os tijolos são usados como um brinquedo qualquer de montar, para ilustrar os diferentes estados da matéria de forma esquemática: o sólido é um cubo, o líquido uma placa rente ao chão e o gasoso uma dispersão de tijolos ocupando o espaço entre o chão e o teto. Participou de importantes exposições como "Compression Decompression", Tate Modern, Londres (2005) "inSite_05: Farsites: Urban crisis and domestic symptoms in recent contemporary art", San Diego (2005) e 50ª Bienal de Veneza (2003). No Brasil, já expôs no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte (2004) e nas galerias Luisa Strina (2004) e Fortes Vilaça (2005), em São Paulo. (Da Redação, com colaboração de T. Rivitti) |
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