
Antoní Miralda
Nascido em 1942, em Barcelona. Vive e trabalha entre Miami (EUA) e Barcelona (Espanha)
Miralda estudou em Barcelona e Paris e começou na arte como fotógrafo, na década de 60, na Espanha. Faz esculturas, fotografia e instalações. O tema central de sua criação é a comida. Uma de suas peças mais famosas, a escultura "Pão" (um pão trançado, pintado de verde e vermelho), pertence à Galeria Nacional de Arte da Austrália. Miralda também assina cenografias, com destaque para a do pavilhão temático "Nutrição" da Expo 2000, que aconteceu em Hanover, na Alemanha. Para a Trienal de Barcelona, em 2001, montou uma instalação externa que reproduzia um galinheiro e, oferecia ovos aos visitantes. Entre 1986 e 1992, realizou o projeto "Honeymoon", série de instalações/performances que resultaram do casamento imaginário da Estátua da Liberdade com o Monumento a Colombo, marco da orla de Barcelona. Miralda tem obras no acervo permanente do MACBA (Museu d´Art Contemporani de Barcelona), e no Patio Herreriano - Museo de Arte Contemporáneo Español, na cidade de Valladolid. A Galerie de France, em Paris, e a galeria Joan Guaita Art, em Palma de Mallorca, também expõem peças do catalão. Miralda integrou a 17ª Bienal de Arte de São Paulo, em 1983, expôs na Bienal de Montreal, no Canadá, em 1998, e no Museu Reina Sofía, em Madrid, em 2005. Seu atual projeto, "Sabores e Línguas: 13 cidades", usa a metáfora da língua humana para fazer vir à tona sensações, percepções e tradições das comunidades locais. O projeto propõe uma exploração lúdica da sensibilidade e memória gustativa, coletiva e individual, para fazer reconhecer e preservar as identidades culturais e compartilhá-las com outras comunidades. Em cada uma das cidades que visita, o artista documenta em fotos e anotações feiras e mercados mais significativos, busca receitas típicas, pesquisa hábitos alimentares, recolhe objetos populares. Para realizar uma exposição, distribui pratos brancos de cerâmica para o público e pede que se registre nos pratos vivências e atitudes relacionadas com a comida. Os pratos "trabalhados" fazem parte da exposição final. O artista produz também um prato especial com um mapa da cidade aplicado sobre uma imagem de língua humana. O "Sabores e Línguas" já passou por Caracas, cidade do México, Havana, Miami, Lima e Bogotá. (Da Redação) |
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