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Alberto Baraya

Nasceu em Bogotá, em 1968. Vive e trabalha entre Bogotá, Colômbia e Madri, Espanha.

Formado em Artes pela Universidade Nacional da Colômbia. Atualmente é professor na mesma instituição e na Universidade de Los Andes.

O universo da pesquisa artística de Alberto Bayara é o turismo. Seu trabalho investiga as relações que o viajante estabelece com diferentes contextos locais que entra em contato. Em um de seus trabalhos, o artista viajou levando uma pintura que deixava em frente a obras de arte e lugares turísticos famosos na Europa. A pintura mostrava a sua própria cabeça como se tivesse sido degolada. Seu trabalho assim foi fotografado inadvertidamente por inúmeros turistas.

Talvez tenha sido o mesmo interesse pelos deslocamentos ao redor do globo que fez com que o Baraya fosse escolhido para uma residência no Acre durante a qual preparou a obra que irá apresentar na 27ª Bienal de São Paulo. O trabalho faz parte de seu projeto "Herbario de Plantas Artificiales", iniciado em 2003. O Herbario é uma grande coleção de plantas feitas de plástico que o artista recolhe e fotografa em seu habitat natural: banheiros de cafés, casas, restaurantes...

No Acre, o artista decidiu fazer uma seringueira artificial de aproximadamente 18 metros. Ela foi feita com o látex retirado de outras seringueiras locais que o artista comprou na região. O mesmo látex também é utilizado na confecção das plantas artificiais que o artista coleciona, completando um ciclo.

Participou das exposições "Traces of Friday" (2003), no Instituto de Arte Contemporânea da Pensilvânia "Expeditión Européanne" (2005), no Palais de Tokyo, em Paris "Global Tour: Art, Travel & Beyond" (2006), em W139, em Amsterdã. Realizou individuais na Fundación Cu4rtoNivel, Bogotá (2005) e Sala Oriente, Sevilla, Espanha (2000).
(Da Redação, com colaboração de T. Rivitti)